Vou falar dos tipos que iam na Bakery que eu trabalhava porque deu uma idéia de quão diferentes são as pessoas, principalmente comparando com nós, brasileiros. Os mais comuns eram:
- Alemães: sisudos e grandes.
- Ingleses: sotaque engraçado e formal. Adorava atendê-los.
- Franceses: tão discretos, meu Deus! Conversavam pouco, sempre mais baixo e contido.
- Italianos: os mais fashion, os mais bem vestidos e mais alegres que os outros.
- Indianos: nem sei o que dizer, mas o pessoal que trabalhava lá dizia que eles não cheiravam muito bem. Olha só, que preconceito! Não posso confirmar! E ainda que pudesse, não o faria.
- Latinos, em geral: conversadores, falando alto.
- Orientais: apressados, como citado em outro post. Fiz um post so pra eles porque essa característica foi muito marcante pra mim. Eu que sou um exemplo de bom atendimento ao público (hahaha), consegui ficar impaciente com eles.
- Brasileiros: falantes, cheios de amor pra dar. Hahaha. Alguns achavam que éramos escravos (um problema de séculos atrás, que se reflete até hoje na nossa sociedade exploradora) e não eram muito simpaticos. Mas a maioria era simpática sim, "entrona", paqueradora, meio cara-de-pau... Bem brasileiro!!!!!
- Novaiorquinos: meio distantes e apressados, mas extremamente educados. Tem um post só pra eles.
- Americanos, em geral: aqueles vindo do Alabama ou Oklahoma. Eram muito mal vestidos e mal penteados. Uns usavam umas camisas florais, como se estivessem na praia. Camiseta ou camisa de botao por dentro da calça ("santropeito"), com um cinto de couro preto e tênis todo branco. Eles adoram! Umas usavam umas franjas "lindas". Outras davam uma escova "perfeita". Como diz uma amiga minha que está lendo esse blog, parecia uma onça. Uma cafonice danada. E os comentários sobre os doces, sobremesas? "Wow, this is amazing". Sim, são sobremesas muito bonitas (além de saborosas), mas não pra enlouquecer no meio de uma doceria. Os comentários eram um pouco exagerados. Mas também pudera. Só conhecem Big Mac, nunca saíram daquele mundinho provinciano e conservador do meio-oeste americano. Vou querer o quê?
sábado, 17 de maio de 2008
Os apressados
Quando eu trabalhava na Bruno's Bakery, eu atendia a todos os tipos de gente: os novaiorquinos; os americanos não-novaiorquinos; os turistas europeus (ingleses, franceses, italianos, alemães e por aí vai); os indianos; os latinos; os brasileiros e muito mais. Mas uma coisa que me chamou atenção foi a pressa dos asiáticos (eles de novo!). Não me interpretem mal, mas eles eram de uma pressa sem tamanho. Mal sentavam, já levantavam a mão, pedindo pra serem atendidos. Mal acabavam de comer, já levantavam a mão pedindo a conta. E nós, sempre trabalhando, sempre ocupados, atendendo outras pessoas. E mais! Aqui, o cliente não precisa fazer isso (levantar a mão) porque o atendimento é muito rápido (uma coisa bem americana que falarei em outro post). Antes de acabar de comer, a conta já chega na mesa. Sempre! Chega a ser desagradável. Portanto, não há motivo pra tanta pressa desses orientais. O pessoal que trabalhava nessa Bakery há muito tempo me dizia que eles eram muito apressados, chatinhos. Eu não queria generalizar, não queria aceitar aqueles pre-conceitos, até porque eles são exemplos de serenidade, calma, meditam muito, etc. Mas aos poucos, depois de várias vezes ter presenciado aquela tipo de comportamento, sem querer admitir, fui percebendo que meus colegas tinham alguma razão. Porém, nunca consegui entender o porquê. Falei que eles eram orientais. Bem, uns falavam inglês perfeito, mas a maioria tinha um sotaque carregado.
Vamos limpar...?
Essa é meio nojenta, mas tenho que contar. Não é sobre os animais e a sujeira da cidade não. Como já falei antes, a cidade não é das mais limpas. Tem muito rato, barata e muito lixo (devidamente recolhido). Mas vou falar sobre outra limpeza que deve ser feita por nós, seres humanos, escondidos dos outros. Deixando de blá-blá-blá, eu estava no metrô (de novo) e vi uma senhora asiática limpando o seu nariz placidamente, enquanto eu, na sua frente, assistia a tudo. Incrédulo! Não que eu nunca tenha visto isso na rua, mas ela exagerou. Ela não parava com aquele movimento do dedo. Eu olhava pra ela, mas ela continuava a "limpeza". Depois eu que fiquei constrangido e com NOJO, claro, e parei de olhá-la diretamente. Foi demorado pra valer! Argh! O pior. A segunda e a terceira pessoas que vi fazendo a mesma coisa na rua eram orientais também. Não quero ser preconceituoso, mas foi muita coincidência. Lembrei daqueles boatos de que encontraram carne de gato e de outros animais no lixo em um restaurante chinês em Aracaju. Resultado: parei de ir a restaurante chinês.
NYC style 1
Um certo dia vi um homem de pele mais escura que tinha cabelo pixaim, bem curto, quase todo raspado, exceto pela frente que subiam 2 antenas (ou 2 chifres, como quiserem), fazendo estilo "marciano" afro-americano. Hahaha. Tinha quase um palmo de altura. Ele estava no metrô. Na frente dele, havia um casal de idosos que olharam pra ele, mas não fizeram comentários um com o outro, nem cara feia. Claro que devem ter achado estranho, mas apenas olharam e viraram o rosto. Assim é NYC.
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