quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
"Quero que você me aqueça nesse inverno...
Este inverno novaiorquino (2008/2009) está sendo muito mais frio que os anteriores. Meu Deus! Está terrível. Desde meados de dezembro, quase todos os dias a temperatura vai abaixo de ZERO grau. Várias vezes chegou a 10 ou 15 graus negativo. O engraçado é que nos outros invernos as pessoas reclamavam que estava "quente". Este ano foi tudo ao contrário.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Observação ao Thanksgiving
A pedido de um amigo, quero acrescentar algo sobre o Thanksgiving daqui. No dia seguinte, ou seja, na sexta-feira, acontece a "Black Friday". Esse é o dia das grandes promoções das lojas americanas. Não somente da Macy's, mas de todas. Os descontos são incríveis. Produto com 50% de desconto. Até mesmo 70%. E o desconto é REAL. Não é essa coisa falsa que os empresários (gananciosos) brasileiros fazem não. É tão bom comprar nesse dia que as filas são formadas durante a madrugada. Coisa de louco mesmo, da qual eu nunca fiz parte. Nesse ano, um funcionário de uma loja aqui em NYC até morreu, pisoteado, tentando conter a galera ensandecida na porta. Aliás, algumas lojas abrem às 5h da manhã. Não sei se é verdade, mas ouvi falar que esse é um motivo pra que o jantar/almoço do Thanksgiving no dia anterior seja tão cedo (em torno das 5h da tarde, como falei em outro post). Portanto, se vocês quiserem se aventurar nas compras baratas de NYC, estejam aqui na louca sexta-feira negra americana. Mas se preparem!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
A filha de Judy e Vincente
Ontem assisti a um show memorável. A artista é um mito aqui nos EUA e é filha de Judy Garland e Vincente Minnelli. Claro que estou falando de Liza Minnelli. Depois de muitos anos fora do palco e sem grandes contribuições para o mundo artístico, ela se apresentou no famoso Palace Theatre, onde sua mãe se apresentou diversas vezes. O teatro antigo e rebuscado fica no miolo dos outros teatros da Broadway. Foi meio que um tributo a Judy, inclusive cantando algumas músicas dela. Não poderia esquecer "New York, New York". Para falar a verdade, senti-me um pouco deslocado no show. Primeiro porque não conheço as músicas, exceto a citada acima. Segundo porque nem gosto dela. Só fui mesmo porque tinha o convite. Grátis é irrecusável, né? Aliás, foi a pré-estréia. Só para os VIPs. Bom, o público era majoritariamente de pessoas bem mais velhas que eu. As mulheres bem plastificadas (os cirurgiões plásticos iriam adorar). Uma senhora sentada do meu lado tinha a pele tão esticada que tinha a aparência meio assustadora. Uma mistura de Elza Soares com ET. E a boca dela? Carnudíssima. Iracema dos lábios de mel perdia! Uma outra, lá na frente, também esticadíssima, parecia Maria Callas. O cabelo branco (dos homens) e o tinturado (das mulheres) imperava, claro. Os modelitos do século passado, óbvio. O brilho das roupas me deixou tonto. Havia gente jovem, claro, mas em minoria. Agora falando do show propriamente dito. A banda, como era de se esperar, também era composta de gente bem mais velha. Dos 12 músicos, todos homens, 10 tinham mais que 60 anos. Apenas 2 deles tinham uns 45/50 anos. Nada contra os mais velhos, claro. Até porque estou chegando lá também. Estou apenas mostrando a vocês o clima "moderno" do espetáculo. Continuando... Liza cantou bastante. O show foi dividido em 3 partes, o que significa que ela teve 3 trajes diferentes. À propósito, o segundo deles era um vestidinho preto curtíssimo (cheio de brilho, claro) com uma bota cano alto preta. Parecia uma adolescente. Mas tudo bem! Ela cantou muito, quase sem parar, por 2 horas e meia (exceto pelos 2 intervalos de uns 10 minutos). Sinceramente, não gosto daquele tipo de música. Tem muito sapateado e um blá-blá-blá danado. Tem momentos que ela meio que fala, ou recita, ao invés de cantar. Dramaticíssima. Mas como falei, não conhecias as músicas, nem sou crítico, portanto, não posso avaliá-las. As pessoas vibravam muito no fim das canções. Muitas delas, inclusive, levantavam ao aplaudi-la. O público parecia extasiado. Uma emoção atrás da outra. Sei que quando cantou "NY, NY" e outras duas famosas que a mãe dela cantou há muito tempo, o público delirou ainda mais. Na última parte, um grupo de 4 dançarinos se apresentou com ela. Ela estava meio agitada. Não falava normalmente. As mãos pareciam trêmulas. Não sei se ela é assim mesmo ou se estava sob efeito de algum medicamento. Vai ver que é a idade mesmo (ela tem 62 anos). Ainda assim, ela tinha muita energia e disposição. Incrível! Bom, no fim das contas achei um show, digamos, interessante. Mas só porque ela é um ícone da música americana. Imperdível? Claro que não. Mas, como disse acima, memorável.
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