domingo, 26 de outubro de 2008

Política

Hoje finalmente aconteceu a nominação de Barack Obama como candidato do Partido Democrata à presidência, com uma festa enorme num estádio em Denver (estado do Colorado). Uma coisa bem americana, como era de se esperar. A platéia acenava e aplaudia Obama animadamente. Claro, sem soltar a bandeira americana das mãos. Aliás, achei essa campanha tão chata. Essa, à presidência, durou mais de 1 ano. Tanta discussão todod dia, sobre a mesma coisa. Tudo ao mesmo tempo agora. E o pior é que eles brigaram tanto pra depois se jungtarem, que foi o caso da disputa entre ele e Hillary Clinton. Eles se alfinetaram o tempo todo e se desentenderam pesado. E agora tiveram que se juntar contra o mal pior: o Partido Repoublicano e seu candidato John McCain, discípulo e amigo de Bush, cuja impopularidade é altíssima (óbvio). Talvez não tenham tantas diferenças assim porque ambos os partidos são muito comprometidos com o "establishment". Mas também é impossível votar no pupilo de Bush. Portanto, Obama neles! À propósito, os políticos aqui também se metem em muita enrascada. De vez em quando aparece um envolvido em algum escândalo, tal qual Elliot Spitzer, ex-governador do estado de New York, que é casado, tem 3 filhas e era um exemplar procurador que conseguiu colocar criminosos do colarinho branco de Wall Street na cadeia. Também mandou prender gente envolvida com redes de prostituição. O que ninguém esperava era que ele usava regularmente esses serviços sexuais. Quando foi descoberto, teve que renunciar. E outros casos mais. É bem verdade que em algumas sociedades a corrupção está mais presente, mas também dá pra ver que em qualquer lugar isso existe e é um mal difícil de exterminar.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cabo Verde/Atenas

Na última sexta-feira assisti a um show muito bom no "very chic, fancy and traditional" Carneggie Hall, onde muito artista bom já se apresentou, como Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Judy Garland e por aí vai. Uma cantora é de Cabo Verde e a outra é de Atenas, não da Grécia, mas uma cidade da Geórgia (estado americano). São elas: Cesária Évora e Madeleine Peyroux. A mocinha georgiana cantou primeiro, depois foi a vez da senhora caboverdeana. Muito legal, mas confesso que esperava mais, principalmente de Madeleine. Simpática, bonita, com uma voz excelente, repertório, idem, ela cantou umas 12 músicas apenas, não interagiu com o público e estava vestida como uma velhinha (um casacão longo e folgado demais). Já Cesária, apesar de também não interagir tanto, parecia mais original, na dela, com aquele olhar de peixe morto, mesmo quase parada no palco e, poucas vezes, falando com alguém na platéia. O momento mais interessante foi quando ela, no seu intervalo, afastou-se do microfone e sentou-se numa cadeira, no palco mesmo, e FUMOU um cigarro (além de beber água). Foi muito engraçado, especialmente porque aqui é proibido fumar em qualquer lugar fechado. Claro que a platéia se acabou de rir. Ela foi ovacionadíssima. O público ficou de pé, reverenciou-a no início e no fim. Já Madeleine, apenas aplaudida discretamente. Ah! O Carnegie Hall é bonito, antigo. O estranho é que o palco não tem cortina. Bem, foi uma ótima noite. Especial!