sábado, 17 de maio de 2008

Os tipos da Bakery

Vou falar dos tipos que iam na Bakery que eu trabalhava porque deu uma idéia de quão diferentes são as pessoas, principalmente comparando com nós, brasileiros. Os mais comuns eram:
- Alemães: sisudos e grandes.
- Ingleses: sotaque engraçado e formal. Adorava atendê-los.
- Franceses: tão discretos, meu Deus! Conversavam pouco, sempre mais baixo e contido.
- Italianos: os mais fashion, os mais bem vestidos e mais alegres que os outros.
- Indianos: nem sei o que dizer, mas o pessoal que trabalhava lá dizia que eles não cheiravam muito bem. Olha só, que preconceito! Não posso confirmar! E ainda que pudesse, não o faria.
- Latinos, em geral: conversadores, falando alto.
- Orientais: apressados, como citado em outro post. Fiz um post so pra eles porque essa característica foi muito marcante pra mim. Eu que sou um exemplo de bom atendimento ao público (hahaha), consegui ficar impaciente com eles.
- Brasileiros: falantes, cheios de amor pra dar. Hahaha. Alguns achavam que éramos escravos (um problema de séculos atrás, que se reflete até hoje na nossa sociedade exploradora) e não eram muito simpaticos. Mas a maioria era simpática sim, "entrona", paqueradora, meio cara-de-pau... Bem brasileiro!!!!!
- Novaiorquinos: meio distantes e apressados, mas extremamente educados. Tem um post só pra eles.
- Americanos, em geral: aqueles vindo do Alabama ou Oklahoma. Eram muito mal vestidos e mal penteados. Uns usavam umas camisas florais, como se estivessem na praia. Camiseta ou camisa de botao por dentro da calça ("santropeito"), com um cinto de couro preto e tênis todo branco. Eles adoram! Umas usavam umas franjas "lindas". Outras davam uma escova "perfeita". Como diz uma amiga minha que está lendo esse blog, parecia uma onça. Uma cafonice danada. E os comentários sobre os doces, sobremesas? "Wow, this is amazing". Sim, são sobremesas muito bonitas (além de saborosas), mas não pra enlouquecer no meio de uma doceria. Os comentários eram um pouco exagerados. Mas também pudera. Só conhecem Big Mac, nunca saíram daquele mundinho provinciano e conservador do meio-oeste americano. Vou querer o quê?

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