sábado, 17 de maio de 2008

Os apressados

Quando eu trabalhava na Bruno's Bakery, eu atendia a todos os tipos de gente: os novaiorquinos; os americanos não-novaiorquinos; os turistas europeus (ingleses, franceses, italianos, alemães e por aí vai); os indianos; os latinos; os brasileiros e muito mais. Mas uma coisa que me chamou atenção foi a pressa dos asiáticos (eles de novo!). Não me interpretem mal, mas eles eram de uma pressa sem tamanho. Mal sentavam, já levantavam a mão, pedindo pra serem atendidos. Mal acabavam de comer, já levantavam a mão pedindo a conta. E nós, sempre trabalhando, sempre ocupados, atendendo outras pessoas. E mais! Aqui, o cliente não precisa fazer isso (levantar a mão) porque o atendimento é muito rápido (uma coisa bem americana que falarei em outro post). Antes de acabar de comer, a conta já chega na mesa. Sempre! Chega a ser desagradável. Portanto, não há motivo pra tanta pressa desses orientais. O pessoal que trabalhava nessa Bakery há muito tempo me dizia que eles eram muito apressados, chatinhos. Eu não queria generalizar, não queria aceitar aqueles pre-conceitos, até porque eles são exemplos de serenidade, calma, meditam muito, etc. Mas aos poucos, depois de várias vezes ter presenciado aquela tipo de comportamento, sem querer admitir, fui percebendo que meus colegas tinham alguma razão. Porém, nunca consegui entender o porquê. Falei que eles eram orientais. Bem, uns falavam inglês perfeito, mas a maioria tinha um sotaque carregado.

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