domingo, 18 de maio de 2008
Não vá de taxi. Vá de metrô!
A rede de metrô de NYC é ótima, como devem saber. Dá pena comparar com São Paulo e Rio. É muito eficiente mesmo. Em todas as estações, há trem circulando 24 horas por dia, os 7 dias da semana e eles vão a quase todos os lugares da cidade, seja ao Bronx, Manhattan, Brooklyn ou Queens (onde moro). Staten Island (uma ilha) tem um trem próprio, da mesma administração do metrô. Mas ainda tem gente que reclama, que diz que os trens não vão a todos os lugares da cidade. Com uma certa dose de exagero, posso até concordar. De qualquer forma, há muitas linhas: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, A, B, C, D, E, F, G, J, L, M, N, Q, R, S, V, W, Z. Para se ter uma idéia, onde moro posso pegar as linhas R, V, N e W. Ou ainda a linha E, depois da meia-noite, porque de madrugada alguns trens não correm. Algumas mudanças ocorrem também quando as linhas estão em obras (ampliação, manutenção, etc.), o que é muito comum. Portanto, andando tarde da noite por NYC ou nos finais de semana, tenham muito mais atenção ao trem que vão pegar. Entretanto, o metrô tem um grave defeito: a sujeira. Quase todas as estações são feias, velhas, sujas, mal cuidadas. Uma parte da estação de Times Square, que é a mais movimentada, acho eu, é terrível: a pintura do teto é cheia de umidade, caindo aos pedaços, as paredes descascam, etc. Só vendo! A explicação que ouvi é que o metrô daqui é muito antigo, daí a má conservação. Que é antigo, isso se sabe, mas uma cidade tão poderosa e rica deveria ter um metrô com melhor aparência, até porque NYC é uma cidade que vive da estética, para o bem e para o mal. Se alguém me perguntasse qual estação de NYC é mais bonita, responderia: nenhuma. Umas ou outras são mais simpáticas, menos feias ou menos sujas, mas no geral, lembram estações rodoviárias do Terceiro Mundo. Aliás, o metrô é uma miscelânia de riqueza e pobreza, de tudo. Apesar de Barry, amigo meu, já ter me dito, acreditem se quiser, que um amigo rico dele NUNCA andou de metrô em NYC, é, de qualquer forma, um sistema de transporte que todos usam, do executivo engravatado da Bolsa de Valores ao imigrante mexicano pobrezinho que limpa o chão dos restaurantes. Aliás, andar de metrô aqui em NYC é uma forma muito interessante de conhecer as culturas do mundo. Como já comentei, encontro de tudo no metrô de NYC. Todo santo dia, nele pode-se ver latinos às pencas, e também chineses, coreanos, filipinos, tailandeses, indianos e paquistaneses, judeus (de roupa toda preta, com quipá na cabeça e cachinhos), africanos em geral, poloneses, russos, franceses, italianos, gregos, árabes, etc. Ou seja, gente do mundo todo. Virginiano curioso que sou, gosto de ficar olhando os jornais e livros que o povo fica lendo, justamente pra decifrar quais línguas eles falam, ou pelo menos, de qual região eles são. No metrô, pode-se fazer quase tudo. As pessoas frequentemente almoçam, jantam, carregam suas bicicletas, lêem (bastante!), puxam suas malas vindo dos aeroportos, etc. E dormem! Frisei dormir porque é impressionante a quantidade de homeless (sem-teto) que fazem do metrô a sua moradia, em especial no inverno. Andar de metrô é também muito barato. Compro o Metrocard de 30 dias, com viagens ILIMITADAS e custa apenas U$ 81. O semanal custa U$ 25. Estava lendo na Folha de SP que andar de metrô e ônibus no Brasil sai muito mais caro, além de ineficiente. É incrível! Um povo pobre como o nosso ainda tem que pagar mais pra se locomover. Um absurdo! O metrô de NYC já foi perigoso nas décadas de 70 e 80. Mas é muito seguro hoje em dia. Com o cartão do metrô, pode-se tomar ônibus também, que, apesar de não ter muitas linhas e não ser tão rápido, é muito mais tranquilo, mais limpo e mais seguro do que no Brasil. Pra resumir, ninguém precisa pegar taxi em NYC (a não ser pra ir ou vir do aeroporto, cheio de malas). Apesar de feio, é fácil, rápido, eficiente e barato.
As cobras estão soltas
Outra cena interessante que presenciei aqui em NYC (em Chelsea) foi um homem que andava com uma cobra enorme enrolada no pescoço, como se fosse um animal de estimação. A calçada estava cheia de gente e ele falava ao celular, acariciando a danada da cobra, tranquilamente. Claro que as pessoas olhavam muito, meio assustadas, meio impressionadas. Eu mesmo fiquei bobo e com certo receio. Tem gente louca nesse mundo mesmo!
As beatas de Dores perdem!
Latinos, em geral, são um povo religioso. Pois é, mas não precisa exagerar. Um dia desses entrei no metrô e sentei bem de frente a uma senhora de aparência visivelmente latina. Ela simplesmente estava rezando o terço. Mexia o terço e a boca sem parar. De vez em quando, ela olhava pro lado, mas continuava a reza. Chegamos numa estação, o trem ficou cheio, mas ela não parou de rezar, mantendo a "concentração". Foi engraçado. Imagino o que passava na cabeça dela. Será que estava mesmo rezando com todo aquele movimento ao redor? As beatas de Dores perdem...
sábado, 17 de maio de 2008
Os tipos da Bakery
Vou falar dos tipos que iam na Bakery que eu trabalhava porque deu uma idéia de quão diferentes são as pessoas, principalmente comparando com nós, brasileiros. Os mais comuns eram:
- Alemães: sisudos e grandes.
- Ingleses: sotaque engraçado e formal. Adorava atendê-los.
- Franceses: tão discretos, meu Deus! Conversavam pouco, sempre mais baixo e contido.
- Italianos: os mais fashion, os mais bem vestidos e mais alegres que os outros.
- Indianos: nem sei o que dizer, mas o pessoal que trabalhava lá dizia que eles não cheiravam muito bem. Olha só, que preconceito! Não posso confirmar! E ainda que pudesse, não o faria.
- Latinos, em geral: conversadores, falando alto.
- Orientais: apressados, como citado em outro post. Fiz um post so pra eles porque essa característica foi muito marcante pra mim. Eu que sou um exemplo de bom atendimento ao público (hahaha), consegui ficar impaciente com eles.
- Brasileiros: falantes, cheios de amor pra dar. Hahaha. Alguns achavam que éramos escravos (um problema de séculos atrás, que se reflete até hoje na nossa sociedade exploradora) e não eram muito simpaticos. Mas a maioria era simpática sim, "entrona", paqueradora, meio cara-de-pau... Bem brasileiro!!!!!
- Novaiorquinos: meio distantes e apressados, mas extremamente educados. Tem um post só pra eles.
- Americanos, em geral: aqueles vindo do Alabama ou Oklahoma. Eram muito mal vestidos e mal penteados. Uns usavam umas camisas florais, como se estivessem na praia. Camiseta ou camisa de botao por dentro da calça ("santropeito"), com um cinto de couro preto e tênis todo branco. Eles adoram! Umas usavam umas franjas "lindas". Outras davam uma escova "perfeita". Como diz uma amiga minha que está lendo esse blog, parecia uma onça. Uma cafonice danada. E os comentários sobre os doces, sobremesas? "Wow, this is amazing". Sim, são sobremesas muito bonitas (além de saborosas), mas não pra enlouquecer no meio de uma doceria. Os comentários eram um pouco exagerados. Mas também pudera. Só conhecem Big Mac, nunca saíram daquele mundinho provinciano e conservador do meio-oeste americano. Vou querer o quê?
- Alemães: sisudos e grandes.
- Ingleses: sotaque engraçado e formal. Adorava atendê-los.
- Franceses: tão discretos, meu Deus! Conversavam pouco, sempre mais baixo e contido.
- Italianos: os mais fashion, os mais bem vestidos e mais alegres que os outros.
- Indianos: nem sei o que dizer, mas o pessoal que trabalhava lá dizia que eles não cheiravam muito bem. Olha só, que preconceito! Não posso confirmar! E ainda que pudesse, não o faria.
- Latinos, em geral: conversadores, falando alto.
- Orientais: apressados, como citado em outro post. Fiz um post so pra eles porque essa característica foi muito marcante pra mim. Eu que sou um exemplo de bom atendimento ao público (hahaha), consegui ficar impaciente com eles.
- Brasileiros: falantes, cheios de amor pra dar. Hahaha. Alguns achavam que éramos escravos (um problema de séculos atrás, que se reflete até hoje na nossa sociedade exploradora) e não eram muito simpaticos. Mas a maioria era simpática sim, "entrona", paqueradora, meio cara-de-pau... Bem brasileiro!!!!!
- Novaiorquinos: meio distantes e apressados, mas extremamente educados. Tem um post só pra eles.
- Americanos, em geral: aqueles vindo do Alabama ou Oklahoma. Eram muito mal vestidos e mal penteados. Uns usavam umas camisas florais, como se estivessem na praia. Camiseta ou camisa de botao por dentro da calça ("santropeito"), com um cinto de couro preto e tênis todo branco. Eles adoram! Umas usavam umas franjas "lindas". Outras davam uma escova "perfeita". Como diz uma amiga minha que está lendo esse blog, parecia uma onça. Uma cafonice danada. E os comentários sobre os doces, sobremesas? "Wow, this is amazing". Sim, são sobremesas muito bonitas (além de saborosas), mas não pra enlouquecer no meio de uma doceria. Os comentários eram um pouco exagerados. Mas também pudera. Só conhecem Big Mac, nunca saíram daquele mundinho provinciano e conservador do meio-oeste americano. Vou querer o quê?
Os apressados
Quando eu trabalhava na Bruno's Bakery, eu atendia a todos os tipos de gente: os novaiorquinos; os americanos não-novaiorquinos; os turistas europeus (ingleses, franceses, italianos, alemães e por aí vai); os indianos; os latinos; os brasileiros e muito mais. Mas uma coisa que me chamou atenção foi a pressa dos asiáticos (eles de novo!). Não me interpretem mal, mas eles eram de uma pressa sem tamanho. Mal sentavam, já levantavam a mão, pedindo pra serem atendidos. Mal acabavam de comer, já levantavam a mão pedindo a conta. E nós, sempre trabalhando, sempre ocupados, atendendo outras pessoas. E mais! Aqui, o cliente não precisa fazer isso (levantar a mão) porque o atendimento é muito rápido (uma coisa bem americana que falarei em outro post). Antes de acabar de comer, a conta já chega na mesa. Sempre! Chega a ser desagradável. Portanto, não há motivo pra tanta pressa desses orientais. O pessoal que trabalhava nessa Bakery há muito tempo me dizia que eles eram muito apressados, chatinhos. Eu não queria generalizar, não queria aceitar aqueles pre-conceitos, até porque eles são exemplos de serenidade, calma, meditam muito, etc. Mas aos poucos, depois de várias vezes ter presenciado aquela tipo de comportamento, sem querer admitir, fui percebendo que meus colegas tinham alguma razão. Porém, nunca consegui entender o porquê. Falei que eles eram orientais. Bem, uns falavam inglês perfeito, mas a maioria tinha um sotaque carregado.
Vamos limpar...?
Essa é meio nojenta, mas tenho que contar. Não é sobre os animais e a sujeira da cidade não. Como já falei antes, a cidade não é das mais limpas. Tem muito rato, barata e muito lixo (devidamente recolhido). Mas vou falar sobre outra limpeza que deve ser feita por nós, seres humanos, escondidos dos outros. Deixando de blá-blá-blá, eu estava no metrô (de novo) e vi uma senhora asiática limpando o seu nariz placidamente, enquanto eu, na sua frente, assistia a tudo. Incrédulo! Não que eu nunca tenha visto isso na rua, mas ela exagerou. Ela não parava com aquele movimento do dedo. Eu olhava pra ela, mas ela continuava a "limpeza". Depois eu que fiquei constrangido e com NOJO, claro, e parei de olhá-la diretamente. Foi demorado pra valer! Argh! O pior. A segunda e a terceira pessoas que vi fazendo a mesma coisa na rua eram orientais também. Não quero ser preconceituoso, mas foi muita coincidência. Lembrei daqueles boatos de que encontraram carne de gato e de outros animais no lixo em um restaurante chinês em Aracaju. Resultado: parei de ir a restaurante chinês.
NYC style 1
Um certo dia vi um homem de pele mais escura que tinha cabelo pixaim, bem curto, quase todo raspado, exceto pela frente que subiam 2 antenas (ou 2 chifres, como quiserem), fazendo estilo "marciano" afro-americano. Hahaha. Tinha quase um palmo de altura. Ele estava no metrô. Na frente dele, havia um casal de idosos que olharam pra ele, mas não fizeram comentários um com o outro, nem cara feia. Claro que devem ter achado estranho, mas apenas olharam e viraram o rosto. Assim é NYC.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Midtown
Nao sou guia turistico, como voces sabem, mas acho que eh legal dar umas dicas sobre a cidade de uma forma geral. Sei tambem que muitos de vocês já conhecem NYC e não precisam dessas dicas. Ou mesmo aqueles que ainda não vieram já sabem disso. Mesmo assim, vou falar sobre a muito turística Midtown. Bem, o blog eh meu, portanto escrevo o que quero e só eu decido o que vou escrever. Right? O comentarios ficam para voces.
Pois bem, Midtown está localizada entre a 14th St. e a 59th St. Essa é a parte da cidade que NYC é mais NYC. Falo isso porque alguns dos principais símbolos e marcos de NYC encontram-se por lá. É a NYC dos arranha-céus, das compras, do consumismo, da fantasia. Entretanto, não significa que é a melhor. Aliás, tem áreas que nem gosto muito. Vou citar alguns lugares, que na minha opinião, devem ser visitados, a depender do interesse e do tempo de cada um. São eles:
- Times Square. Extremamente movimentada e barulhenta, com pencas de turistas do mundo inteiro enchendo o saco dos novaiorquinos (eu? talvez, pois já não sou mais turista. hahaha). É aqui que ficam os famosos teatros da Broadway. Só uma observação: a Broadway é uma avenida que corta Manhattan de cabo a rabo, de norte a sul. Portanto, vocês podem ver endereços com a Broadway ou West Broadway, mas não se tratando dos teatros dos musicais. É também aqui que acontece o famigerado Reveillon. Um saco! Perda de tempo total. Falo sobre isso em outro post.
- Empire State Building (34th St/5th Av.). O mais alto e mais famoso prédio de NYC. Sem mais comentários!
- Rockefeller Center (47-50th St./5th Av.). Claro que todos querem subir até o topo do Empire State para ter uma visão de cima de NYC (olha uma dica boa), mas é no Rockefeller que, sem dúvida alguma, tem-se a melhor visão da cidade, pois fica mais no meio de Manhattan e dá pra ver e tirar foto do próprio Empire State. Perfeito!
- Nações Unidas (46th St./1st Av.). Apesar de eu ter achado a Assembléia Geral e o Conselho de Segurança muito pequenos pra magnitude e importância desse órgão, vale a pena visitá-lo, com certeza;
- MoMA (Museum of Modern Art). Fica na 53th St./5th Av. "A Noite Estrelada" de Van Gogh e "Senhoritas de Avignon" de Picasso estão expostos. Ótimo museu. Fui lá 3 vezes.
- Bryant Park (42nd St./5th Av). É onde fica a New York Public Library e uma pista de patinação, que pelo que já vi e ouvi, é mais tranquila que a do Central Park.
- Flatiron Building (23rd St./Broadway). É um prédio triangular antigo muito legal.
- Macy's (34th St./Broadway). A meca das compras é considerada a maior loja do mundo. Vende quase tudo e de todas as marcas famosas.
- Gramercy Park (21st St./Park Av.). Praça bonita, chique. E lacrada! Só os moradores podem entrar, pois só eles têm as chaves dos portões. Pode? Nós, mortais, podemos andar pela calçada. As mansões ao redor são bem bonitas. Soube que Julia Roberts mora lá.
- Madison Square Garden (8th Av./32th St.). Somente para os fissurados por esportes. É lá que os times de basquete, New York Knicks, e o de hóquei, New York Rangers, jogam. Também tem grandes shows, como os de Madonna.
- Carnegie Hall (57th St./7th Av.). Famosa e antiga casa de shows.
- Grand Central Terminal (42nd St./Park Av.). Interessantíssima central de trens. A abóbada central é bem bonita. Já vi vários filmes rodados lá. Ainda há outra estação em NYC, mas nada digna de visita. É a Penn Station. Só a citei para que vocês não se confundam se precisarem usar o trem ao sair da cidade.
- Catedral de Saint Patrick (5th Av./48th St.). De estilo neogótico, é a sede da Igreja Católica na cidade.
- Waldorf Astoria Hotel (Park Av.). Por fora, nada interessante, mas por dentro é tão bonito! Percorri alguns salões dele. Caríssimo. Tradicional. Antigo. Cole Porter morou lá.
- Chrysler Building (Lexington Av./42nd. St.). Deixei esse por último porque ele é o prédio alto que mais gosto em NYC. Nem sei se é interessante por dentro, mas o adoro por causa da torre em aço inoxidável, que aparenta meio que um foguete. O estilo é o art-déco e apesar de ser modernoso, ele não é novo. Foi construído em 1929 para celebrar um marco da modernidade da época: o automóvel.
Pois bem, Midtown está localizada entre a 14th St. e a 59th St. Essa é a parte da cidade que NYC é mais NYC. Falo isso porque alguns dos principais símbolos e marcos de NYC encontram-se por lá. É a NYC dos arranha-céus, das compras, do consumismo, da fantasia. Entretanto, não significa que é a melhor. Aliás, tem áreas que nem gosto muito. Vou citar alguns lugares, que na minha opinião, devem ser visitados, a depender do interesse e do tempo de cada um. São eles:
- Times Square. Extremamente movimentada e barulhenta, com pencas de turistas do mundo inteiro enchendo o saco dos novaiorquinos (eu? talvez, pois já não sou mais turista. hahaha). É aqui que ficam os famosos teatros da Broadway. Só uma observação: a Broadway é uma avenida que corta Manhattan de cabo a rabo, de norte a sul. Portanto, vocês podem ver endereços com a Broadway ou West Broadway, mas não se tratando dos teatros dos musicais. É também aqui que acontece o famigerado Reveillon. Um saco! Perda de tempo total. Falo sobre isso em outro post.
- Empire State Building (34th St/5th Av.). O mais alto e mais famoso prédio de NYC. Sem mais comentários!
- Rockefeller Center (47-50th St./5th Av.). Claro que todos querem subir até o topo do Empire State para ter uma visão de cima de NYC (olha uma dica boa), mas é no Rockefeller que, sem dúvida alguma, tem-se a melhor visão da cidade, pois fica mais no meio de Manhattan e dá pra ver e tirar foto do próprio Empire State. Perfeito!
- Nações Unidas (46th St./1st Av.). Apesar de eu ter achado a Assembléia Geral e o Conselho de Segurança muito pequenos pra magnitude e importância desse órgão, vale a pena visitá-lo, com certeza;
- MoMA (Museum of Modern Art). Fica na 53th St./5th Av. "A Noite Estrelada" de Van Gogh e "Senhoritas de Avignon" de Picasso estão expostos. Ótimo museu. Fui lá 3 vezes.
- Bryant Park (42nd St./5th Av). É onde fica a New York Public Library e uma pista de patinação, que pelo que já vi e ouvi, é mais tranquila que a do Central Park.
- Flatiron Building (23rd St./Broadway). É um prédio triangular antigo muito legal.
- Macy's (34th St./Broadway). A meca das compras é considerada a maior loja do mundo. Vende quase tudo e de todas as marcas famosas.
- Gramercy Park (21st St./Park Av.). Praça bonita, chique. E lacrada! Só os moradores podem entrar, pois só eles têm as chaves dos portões. Pode? Nós, mortais, podemos andar pela calçada. As mansões ao redor são bem bonitas. Soube que Julia Roberts mora lá.
- Madison Square Garden (8th Av./32th St.). Somente para os fissurados por esportes. É lá que os times de basquete, New York Knicks, e o de hóquei, New York Rangers, jogam. Também tem grandes shows, como os de Madonna.
- Carnegie Hall (57th St./7th Av.). Famosa e antiga casa de shows.
- Grand Central Terminal (42nd St./Park Av.). Interessantíssima central de trens. A abóbada central é bem bonita. Já vi vários filmes rodados lá. Ainda há outra estação em NYC, mas nada digna de visita. É a Penn Station. Só a citei para que vocês não se confundam se precisarem usar o trem ao sair da cidade.
- Catedral de Saint Patrick (5th Av./48th St.). De estilo neogótico, é a sede da Igreja Católica na cidade.
- Waldorf Astoria Hotel (Park Av.). Por fora, nada interessante, mas por dentro é tão bonito! Percorri alguns salões dele. Caríssimo. Tradicional. Antigo. Cole Porter morou lá.
- Chrysler Building (Lexington Av./42nd. St.). Deixei esse por último porque ele é o prédio alto que mais gosto em NYC. Nem sei se é interessante por dentro, mas o adoro por causa da torre em aço inoxidável, que aparenta meio que um foguete. O estilo é o art-déco e apesar de ser modernoso, ele não é novo. Foi construído em 1929 para celebrar um marco da modernidade da época: o automóvel.
Soho
Como vocês já devem saber, o Soho (ou SOuth of HOuston Street) também é um bairro bem interessante. Daí ele ser o segundo lugar de NYC a ser comentado. Assim como o Village, o Soho fica em Downtown e pelo que já ouvi e li, já foi muito melhor, antes da invasão de lojas e de hordas de turistas. Ou seja, hoje em dia é um lugar bem comercial e turístico. Armani, Prada, Apple, Mont Blanc, Bulberry e muitas grifes famosas se instalaram por lá nos últimos anos. Mas antes dessa invasão, eram armazéns e fábricas que ficavam nessa região. Com o passar do tempo, estas instalações comerciais e industriais começaram a sair do Soho e ir para espaços maiores nos subúrbios de New York ou New Jersey. Daí, os artistas, ávidos por apartamentos grandes e baratos (muitos lofts), foram chegando. Com eles, gente alternativa, em geral, galerias de arte também. Depois, gente da moda e rica. Resultado: lojas caras e galerias de arte já não alternativas aportaram no Soho. E os artistas pioneiros? Saíram, claro, pois o Soho tornou-se um lugar muito caro. Portanto, é um lugar bom pra fazer compras. É como um shopping a céu aberto e na maioria das vezes, coisas caras. Mesmo assim, o Soho conserva diversas pérolas arquitetônicas, daí valer a pena ser visitado. É a chamada arquitetura de ferro fundido (Cast Iron). Os prédios têm aquelas escadas de ferro bem típicas, que nós vemos nos filmes. É muito legal. Tem cada prédio lindo! Sempre olhem pra cima. Caso contrário, vocês vão perder muita coisa. O ator australiano Heath Ledger, que morreu recentemente, morava lá. Fui com minha amiga Lana ver o prédio que ele morava. Olha o programa de índio que fiz (com todo respeito aos índios).
quarta-feira, 7 de maio de 2008
I love NYC
Na minha opinião, NYC é formidável por vários motivos, mas três deles são mais importantes.
1. Diversidade. NYC é realmente cosmopolita, diversa. Esqueçam Londres e Paris. Elas podem chegar perto, mas nenhuma é como NYC. Isso é motivo pra adorar a cidade? Pode não ser para alguns de vocês, mas é pra mim. Sou brasileiro, com MUITO orgulho, mas morar numa cidade, ainda que só por um tempo, que tem gente de todo tipo, de todas as culturas, é demais. E é realmente assim. TODOS os dias encontro gente lendo jornal em diversas línguas na rua. Um dia desses, enquanto pegava o metrô, um cara na minha frente lia um jornal em russo (sim, consegui entender que aquilo era russo), um outro do lado dele lia uma revista em espanhol, enquanto que do lado deles, havia uma mulher indiana lendo em hindi. Nesse caso, nao entendo aquela língua, mas saquei que era hindi por causa do traje que ela usava. E, claro, americanos, como um outro cara que lia The Economist do lado daqueles. Basta vocês andarem pelas ruas de Manhattan ou Queens ou Brooklyn ou pegar um trem que vão ver essa diversidade louca e interessante. Pegar um metrô da linha E ou 7 é quase como uma viagem pelos continentes. É como viajar de NYC pra Pequim, com escalas na Cidade do México, Nairobi, Berlim, Cairo, Jerusalém, Mumbai, Tonga (sim, porque aqui tem muita gente gorda) e Vladivostok (fui longe, hein?). E pelo fato de ser tão cosmopolita, aqui pode-se encontrar de tudo. Restaurante etíope ou de comida típica do Himalaia, vocês vão encontrar aqui. Lojinha só de artigos militares pra civis como nós, ou de ferros antigos de passar, ou de peças de xadrez (o jogo), vocês vão encontrar aqui também. Pense em qualquer coisa, que ela vai estar aqui, provavelmente.
2. Respeito. Não importa ser preto ou branco, baixo ou alto, gordo ou magro, judeu ou cristão, gay ou hetero. Vocês podem colocar uma planta na cabeça como chapéu, usar um sapato rosa com camisa laranja, ter uma barba imensa chegando no umbigo (isso eu vi mesmo), que as pessoas vao apenas olhar pra vocês. E pronto! Nenhum comentário! Um certo dia, na Union Square, estava aguardando o sinal de pedestres abrir pra eu poder atravessar a rua. Na minha frente, na outra calçada, havia um casal de punks. Ele de cabelo amarelo fogueado, roupa preta e sapato amarelo. A companheira dele tinha cabelos ainda mais loucos cor de rosa, com roupa também louca e ainda uma bota bem alta, com um salto plataforma de uns 20cm. E do lado deles, duas mulheres muçulmanas cobertas até a alma. Só os olhinhos estavam de fora. Tive tempo pra "curtir" aquele momento porque o sinal era demorado (tráfego intenso). Eu olhei e sorri, até porque as mulheres deram uma olhada bem rápida pro casal e pareciam desconcertadas. Foi engraçado. E o cara que sempre vejo que tem todo (eu disse todo) rosto tatuado. Testa, bochechas, tudo. Uma figura como essa não trabalha em qualquer lugar, claro. Nesse caso, ele próprio é um tatuador. Cenas e pessoas como essas são relativamente fáceis de encontrar em NYC. Nao é exagero não. Os cabelos podem ser propositalmente desarrumados, as roupas propositalmente descombinadas (em cores e estilo) e os comportamentos estranhos, mas ninguém se incomoda com a vida dos outros. Deve, sim, existir algum preconceito, mas tudo é muito discreto.
3. Segurança. Mesmo sendo uma cidade grande, NYC é muito segura, totalmente diferente de São Paulo ou Rio. Canso de chegar em casa, andando 3 quarteirões do metrô, às 4 da manhã sem nenhum problema. Saio com carteira, dinheiro, mochila, até máquina fotográfica. Nunca passei por aperto, nunca vi nada de perigoso. Claro que isso aqui não é Oslo ou Zurique. O Bronx ou setores de Queens ou do Brooklyn podem não ser tão seguros. Não é um lugar perfeito, com certeza. Na realidade, quase todos os dias, ouço ou leio sobre algum assassinato que ocorreu na cidade. Mas venhamos e convenhamos! NYC é uma cidade de 8 milhões de habitantes (a região metropolitana, considerando cidades de New Jersey, tem quase 19 milhões), com gente de todo mundo, indo e vindo. É impossível não acontecer tragédias. É como carnaval em Salvador, onde é impossível não ter briga naquela multidão louca por diversão (e eu lá!).
NYC é fascinante mesmo...
1. Diversidade. NYC é realmente cosmopolita, diversa. Esqueçam Londres e Paris. Elas podem chegar perto, mas nenhuma é como NYC. Isso é motivo pra adorar a cidade? Pode não ser para alguns de vocês, mas é pra mim. Sou brasileiro, com MUITO orgulho, mas morar numa cidade, ainda que só por um tempo, que tem gente de todo tipo, de todas as culturas, é demais. E é realmente assim. TODOS os dias encontro gente lendo jornal em diversas línguas na rua. Um dia desses, enquanto pegava o metrô, um cara na minha frente lia um jornal em russo (sim, consegui entender que aquilo era russo), um outro do lado dele lia uma revista em espanhol, enquanto que do lado deles, havia uma mulher indiana lendo em hindi. Nesse caso, nao entendo aquela língua, mas saquei que era hindi por causa do traje que ela usava. E, claro, americanos, como um outro cara que lia The Economist do lado daqueles. Basta vocês andarem pelas ruas de Manhattan ou Queens ou Brooklyn ou pegar um trem que vão ver essa diversidade louca e interessante. Pegar um metrô da linha E ou 7 é quase como uma viagem pelos continentes. É como viajar de NYC pra Pequim, com escalas na Cidade do México, Nairobi, Berlim, Cairo, Jerusalém, Mumbai, Tonga (sim, porque aqui tem muita gente gorda) e Vladivostok (fui longe, hein?). E pelo fato de ser tão cosmopolita, aqui pode-se encontrar de tudo. Restaurante etíope ou de comida típica do Himalaia, vocês vão encontrar aqui. Lojinha só de artigos militares pra civis como nós, ou de ferros antigos de passar, ou de peças de xadrez (o jogo), vocês vão encontrar aqui também. Pense em qualquer coisa, que ela vai estar aqui, provavelmente.
2. Respeito. Não importa ser preto ou branco, baixo ou alto, gordo ou magro, judeu ou cristão, gay ou hetero. Vocês podem colocar uma planta na cabeça como chapéu, usar um sapato rosa com camisa laranja, ter uma barba imensa chegando no umbigo (isso eu vi mesmo), que as pessoas vao apenas olhar pra vocês. E pronto! Nenhum comentário! Um certo dia, na Union Square, estava aguardando o sinal de pedestres abrir pra eu poder atravessar a rua. Na minha frente, na outra calçada, havia um casal de punks. Ele de cabelo amarelo fogueado, roupa preta e sapato amarelo. A companheira dele tinha cabelos ainda mais loucos cor de rosa, com roupa também louca e ainda uma bota bem alta, com um salto plataforma de uns 20cm. E do lado deles, duas mulheres muçulmanas cobertas até a alma. Só os olhinhos estavam de fora. Tive tempo pra "curtir" aquele momento porque o sinal era demorado (tráfego intenso). Eu olhei e sorri, até porque as mulheres deram uma olhada bem rápida pro casal e pareciam desconcertadas. Foi engraçado. E o cara que sempre vejo que tem todo (eu disse todo) rosto tatuado. Testa, bochechas, tudo. Uma figura como essa não trabalha em qualquer lugar, claro. Nesse caso, ele próprio é um tatuador. Cenas e pessoas como essas são relativamente fáceis de encontrar em NYC. Nao é exagero não. Os cabelos podem ser propositalmente desarrumados, as roupas propositalmente descombinadas (em cores e estilo) e os comportamentos estranhos, mas ninguém se incomoda com a vida dos outros. Deve, sim, existir algum preconceito, mas tudo é muito discreto.
3. Segurança. Mesmo sendo uma cidade grande, NYC é muito segura, totalmente diferente de São Paulo ou Rio. Canso de chegar em casa, andando 3 quarteirões do metrô, às 4 da manhã sem nenhum problema. Saio com carteira, dinheiro, mochila, até máquina fotográfica. Nunca passei por aperto, nunca vi nada de perigoso. Claro que isso aqui não é Oslo ou Zurique. O Bronx ou setores de Queens ou do Brooklyn podem não ser tão seguros. Não é um lugar perfeito, com certeza. Na realidade, quase todos os dias, ouço ou leio sobre algum assassinato que ocorreu na cidade. Mas venhamos e convenhamos! NYC é uma cidade de 8 milhões de habitantes (a região metropolitana, considerando cidades de New Jersey, tem quase 19 milhões), com gente de todo mundo, indo e vindo. É impossível não acontecer tragédias. É como carnaval em Salvador, onde é impossível não ter briga naquela multidão louca por diversão (e eu lá!).
NYC é fascinante mesmo...
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