terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Viajar é fatal para preconceitos, para o fanatismo e para as mentes estreitas"

Como falei, este não será um diário, nem guia de turismo ou tese de nada. E estou começando meio tarde, é bem verdade. Mas antes tarde do que nunca. Não sou jornalista, sociólogo, filósofo, antropólogo ou guia. Escrevi o que achei mais interessante, obedecendo apenas a minha lógica (será que existe uma?), o que foi passando pela minha cabeça, sem nenhum objetivo definido, sem ordem cronológica. Com certeza, alguns não vão concordar com algumas coisas que escrevo aqui. Outros podem achar que é besteira. Mas não criei este blog para ter unanimidade. São apenas meus comentários, sobre minhas experiências, vivências em NYC. Vou postar o que já foi escrito antes e o que vou escrever daqui por diante, ainda que eu volte ao Brasil em poucos meses.
Pois bem, o título desse post é uma frase de Mark Twain e reflete muito do que penso sobre viajar. E viver, claro. Viajar é viver com mais sabor. É dar um "plus" na vida. Pra mim, é quase tão essencial quanto respirar. Com uma certa dose de exagero, morar em NYC é como viajar pelo mundo. Aqui posso conhecer todas as culturas de todos os povos, com todos os cheiros, sabores e cores de cada uma, ainda que superficialmente. Claro que não existe nada igual a passar 1 ano na Toscana, por exemplo, e devorar todas as massas e vinhos daquele lugar maravilhoso. Ate parece que ja fui la, nao eh? Nao! Cheguei perto, mas nunca estive lá. Hahaha. Também não visitei a Índia, mas sei que conhecer a cultura, religião, hábitos daquele povo tem que ser "in loco". Mas já que não posso viajar como gostaria, resolvi passar essa temporada em NYC. Não tive nenhum grave problema e também nem tudo saiu perfeito. Nao me arrependo de nada do que fiz. Aliás, só me arrependo de uma coisa: de não ter vindo bem antes. Na realidade, se pudesse, moraria aqui por mais uns 10 anos. A decisão de deixar o conforto de casa, o amor da família, um emprego seguro (ainda que temporariamente), os grandes amigos não foi nada fácil. Aqui estou eu, às vezes sozinho, às vezes bem acompanhado, às vezes gargalhando, às vezes chorando, mas estou FELIZ. Isso é o que importa!