quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Quero que você me aqueça nesse inverno...

Este inverno novaiorquino (2008/2009) está sendo muito mais frio que os anteriores. Meu Deus! Está terrível. Desde meados de dezembro, quase todos os dias a temperatura vai abaixo de ZERO grau. Várias vezes chegou a 10 ou 15 graus negativo. O engraçado é que nos outros invernos as pessoas reclamavam que estava "quente". Este ano foi tudo ao contrário.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Observação ao Thanksgiving

A pedido de um amigo, quero acrescentar algo sobre o Thanksgiving daqui. No dia seguinte, ou seja, na sexta-feira, acontece a "Black Friday". Esse é o dia das grandes promoções das lojas americanas. Não somente da Macy's, mas de todas. Os descontos são incríveis. Produto com 50% de desconto. Até mesmo 70%. E o desconto é REAL. Não é essa coisa falsa que os empresários (gananciosos) brasileiros fazem não. É tão bom comprar nesse dia que as filas são formadas durante a madrugada. Coisa de louco mesmo, da qual eu nunca fiz parte. Nesse ano, um funcionário de uma loja aqui em NYC até morreu, pisoteado, tentando conter a galera ensandecida na porta. Aliás, algumas lojas abrem às 5h da manhã. Não sei se é verdade, mas ouvi falar que esse é um motivo pra que o jantar/almoço do Thanksgiving no dia anterior seja tão cedo (em torno das 5h da tarde, como falei em outro post). Portanto, se vocês quiserem se aventurar nas compras baratas de NYC, estejam aqui na louca sexta-feira negra americana. Mas se preparem!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A filha de Judy e Vincente

Ontem assisti a um show memorável. A artista é um mito aqui nos EUA e é filha de Judy Garland e Vincente Minnelli. Claro que estou falando de Liza Minnelli. Depois de muitos anos fora do palco e sem grandes contribuições para o mundo artístico, ela se apresentou no famoso Palace Theatre, onde sua mãe se apresentou diversas vezes. O teatro antigo e rebuscado fica no miolo dos outros teatros da Broadway. Foi meio que um tributo a Judy, inclusive cantando algumas músicas dela. Não poderia esquecer "New York, New York". Para falar a verdade, senti-me um pouco deslocado no show. Primeiro porque não conheço as músicas, exceto a citada acima. Segundo porque nem gosto dela. Só fui mesmo porque tinha o convite. Grátis é irrecusável, né? Aliás, foi a pré-estréia. Só para os VIPs. Bom, o público era majoritariamente de pessoas bem mais velhas que eu. As mulheres bem plastificadas (os cirurgiões plásticos iriam adorar). Uma senhora sentada do meu lado tinha a pele tão esticada que tinha a aparência meio assustadora. Uma mistura de Elza Soares com ET. E a boca dela? Carnudíssima. Iracema dos lábios de mel perdia! Uma outra, lá na frente, também esticadíssima, parecia Maria Callas. O cabelo branco (dos homens) e o tinturado (das mulheres) imperava, claro. Os modelitos do século passado, óbvio. O brilho das roupas me deixou tonto. Havia gente jovem, claro, mas em minoria. Agora falando do show propriamente dito. A banda, como era de se esperar, também era composta de gente bem mais velha. Dos 12 músicos, todos homens, 10 tinham mais que 60 anos. Apenas 2 deles tinham uns 45/50 anos. Nada contra os mais velhos, claro. Até porque estou chegando lá também. Estou apenas mostrando a vocês o clima "moderno" do espetáculo. Continuando... Liza cantou bastante. O show foi dividido em 3 partes, o que significa que ela teve 3 trajes diferentes. À propósito, o segundo deles era um vestidinho preto curtíssimo (cheio de brilho, claro) com uma bota cano alto preta. Parecia uma adolescente. Mas tudo bem! Ela cantou muito, quase sem parar, por 2 horas e meia (exceto pelos 2 intervalos de uns 10 minutos). Sinceramente, não gosto daquele tipo de música. Tem muito sapateado e um blá-blá-blá danado. Tem momentos que ela meio que fala, ou recita, ao invés de cantar. Dramaticíssima. Mas como falei, não conhecias as músicas, nem sou crítico, portanto, não posso avaliá-las. As pessoas vibravam muito no fim das canções. Muitas delas, inclusive, levantavam ao aplaudi-la. O público parecia extasiado. Uma emoção atrás da outra. Sei que quando cantou "NY, NY" e outras duas famosas que a mãe dela cantou há muito tempo, o público delirou ainda mais. Na última parte, um grupo de 4 dançarinos se apresentou com ela. Ela estava meio agitada. Não falava normalmente. As mãos pareciam trêmulas. Não sei se ela é assim mesmo ou se estava sob efeito de algum medicamento. Vai ver que é a idade mesmo (ela tem 62 anos). Ainda assim, ela tinha muita energia e disposição. Incrível! Bom, no fim das contas achei um show, digamos, interessante. Mas só porque ela é um ícone da música americana. Imperdível? Claro que não. Mas, como disse acima, memorável.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Thanksgiving em NYC

Hoje foi comemorado o Thanksgiving (dia de Ação de Graças) aqui nos EUA. Sempre acontece na última quinta-feira de novembro. Apesar de muitas pessoas rezarem e agradecerem pelas conquistas alcançadas, este não é um feriado religioso. Como aqui, principalmente em NYC, tem muito judeu, leia-se não-cristão, imagino que esse dia de Thanksgiving seja ainda mais popular que o Natal. Claro que nem todos os estabelecimentos comerciais fecham, mas a cidade meio que pára, quer dizer, reduz seu ritmo drasticamente. Acho que apenas uns 20% da cidade funciona. É quase como se fosse um dia de carnaval aí no Brasil. Eu disse "QUASE", pois o Brasil realmente pára nesse feriado (que eu amo, diga-se de passagem; em Salvador, claro). Em outro post vou falar especificamente disso, mas quero antecipar e dizer que acho o povo americano muito tradicional. Apesar da liberdade, democracia e de algumas "revoluções" sociais que aqui ocorreram (sexual, racial), as tradições são importantes e muito preservadas por essas bandas. E uma delas é o Thanksgiving. A começar pelo horário. Sempre, sempre à tarde, acreditam? Os familiares e amigos se reúnem e "jantam" lá pelas 4h, 5h da tarde. Motivo? Ouvi dizer que é apenas uma tradição (estão vendo?), que junta o almoço e o jantar, pois assim todos têm mais tempo pra ficar comendo e jogando conversa fora. Bom, o cardápio é o mesmo. E não tão saboroso. A estrela principal é o peru, servido com molho de cranberry. Mais stuffing (uma mistura de cubos de pão, ou crouton, com linguiça, cebola e outros temperos), sopa de abóbora, um purê (ou sei lá o quê) de batata-doce, salada de vagem (vixe!), torta de abóbora (como sobremesa) e otras cositas más. É sempre assim. Esta é a terceira vez que passo o Thanksgiving aqui nos EUA, portanto posso falar com um pouco mais de propriedade. All right? Ah! Ainda tem a tradicional Parada da Macy's, que o povo vibra, principalmente as crianças, por causa dos balões gigantes. A parada começa às 9h da manhã no Central Park West, segue a Broadway, até chegar na 34th Street (quartel-general da Macy's aqui em NYC). Acaba lá pela 1h-2h da tarde. Esse ano eu vi um pouco dela e foi uma "grande emoção". Imperdível. Hahahaha.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Domingo no parque

O título acima se refere a uma música de Gil, que adoro. E o parque é o Central Park (vou chamá-lo de CP para facilitar). Estar tão próximo de um parque tão bonito quanto o CP e não usufruí-lo adequadamente é dose. Por isso, tomei a decisão de me exercitar um pouco. Comecei pelas caminhadas. Mas vejam só: de manhã cedo. E o pior, num frio de ZERO grau a 2 graus NEGATIVOS. Freezing! Sim, está sendo um outono muito frio. Vou bem agasalhado e mesmo assim, congelando um pouco. Mas vou! Imaginem um nordestino andando de manhã cedo no parque em pleno outono novaiorquino! Olha que mudança de estilo de vida. Ah! Não vou só no domingo não, como o nome da música sugere. Acreditem se quiser...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eleições 2008

Finalmente as eleições 2008 para presidência dos EUA acabaram. Falo 'finalmente' porque, apesar de adorar política, a campanha foi bem longa e cansativa. Na realidade, a campanha aqui demora mais porque há mais debate de idéias entre os candidatos, inclusive quando da escolha dentro do próprio partido, coisa que não acontece no Brasil. Mas eu já estava enjoado de tanto ouvir falar de Obama/Biden e McCain/Palin. E também acho que os dois partidos (Democrata e Republicano) são bem parecidos, o que acaba não dando tanta emoção. Seria bem interessante ter mais partidos na disputa, tal qual no Brasil, que é uma geléia geral. Hehehe. De qualquer forma, o final foi bem legal com a consagração de Barack Obama, o primeiro afro-americano eleito presidente, como todos já sabem. Considerando que o país, principalmente o sul e o meio-oeste, é extremamente racista (a Ku Klux Klan ainda existe e atua por aqui, acreditem se quiser), foi uma vitória espetacular. Obama é um grande orador, jovem, progressista e ainda por cima é um cara internacional: filho de mãe americana branca (de Kansas) e pai muçulmano, negro, africano (do Kenya), ele nasceu e morou por um bom tempo no Havaí, e também em Los Angeles, New York, Indonésia e Chicago (por onde foi eleito senador). Quando os canais de televisão anunciaram que ele já havia alcançado os votos necessários do colégio eleitoral (como é sabido, aqui a eleição é indireta) foi uma gritaria geral nas ruas. E, apesar de eu não ser americano, acabei me emocionando um pouco. Claro que não foi a mesma sensação quando meu querido presidente LULA foi eleito na primeira vez (isso mesmo, foi maravilhoso pra mim; não venham me questionar), mas foi tocante com Obama também. A distribuição dos votos foi bem irregular. Lugares liberais, progressistas ou com uma grande população negra, Obama teve muito mais votos. Ele venceu em estados importantes como New York, Califórnia, New Jersey, Massachusetts, Pennsylvania, Connecticut e muito mais. Só pra ter uma idéia, em Manhattan, Obama teve 84% dos votos. No Bronx, 88%. Brooklyn, 78%. San Francisco, 82%. Los Angeles, acima de 70% (não lembro exatamente). New Orleans, 80% (mas no resto do estado da Louisiana deu McCain). Washington DC, a capital, vejam só: 94%. Já em estados como Oklahoma (sul), McCain deu uma surra e ganhou em todos os "counties" (no Brasil, seria algo equivalente a município). No cafona estado do Texas, terra de Bush, ele levou quase todos os counties também (exceção de grandes cidades como Houston e Dallas, assim mesmo com margens pequenas). No conservador estado de Utah, onde fica o quartel-general dos mórmons, só deu McCain. E por aí vai. Mas nesta eleição, Obama conseguiu vencer em estados que o Partido Democrata perdeu na anterior. Bom, a sensação aqui é que vai ter uma mudança grande: "Change and Hope". Principalmente mudança na economia, que aflige o mundo inteiro, mas também no caro e privatizado sistema de saúde americano, nas relações com os outros países, em tempos de guerra ou paz, etc. As pessoas estão esperando muito dele. Eu, particularmente, não acho que vai mudar tanto assim, mas será simbólico ver uma família negra entrando pela porta da frente na Casa Branca. Vamos torcer para que dê tudo certo!

domingo, 26 de outubro de 2008

Política

Hoje finalmente aconteceu a nominação de Barack Obama como candidato do Partido Democrata à presidência, com uma festa enorme num estádio em Denver (estado do Colorado). Uma coisa bem americana, como era de se esperar. A platéia acenava e aplaudia Obama animadamente. Claro, sem soltar a bandeira americana das mãos. Aliás, achei essa campanha tão chata. Essa, à presidência, durou mais de 1 ano. Tanta discussão todod dia, sobre a mesma coisa. Tudo ao mesmo tempo agora. E o pior é que eles brigaram tanto pra depois se jungtarem, que foi o caso da disputa entre ele e Hillary Clinton. Eles se alfinetaram o tempo todo e se desentenderam pesado. E agora tiveram que se juntar contra o mal pior: o Partido Repoublicano e seu candidato John McCain, discípulo e amigo de Bush, cuja impopularidade é altíssima (óbvio). Talvez não tenham tantas diferenças assim porque ambos os partidos são muito comprometidos com o "establishment". Mas também é impossível votar no pupilo de Bush. Portanto, Obama neles! À propósito, os políticos aqui também se metem em muita enrascada. De vez em quando aparece um envolvido em algum escândalo, tal qual Elliot Spitzer, ex-governador do estado de New York, que é casado, tem 3 filhas e era um exemplar procurador que conseguiu colocar criminosos do colarinho branco de Wall Street na cadeia. Também mandou prender gente envolvida com redes de prostituição. O que ninguém esperava era que ele usava regularmente esses serviços sexuais. Quando foi descoberto, teve que renunciar. E outros casos mais. É bem verdade que em algumas sociedades a corrupção está mais presente, mas também dá pra ver que em qualquer lugar isso existe e é um mal difícil de exterminar.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cabo Verde/Atenas

Na última sexta-feira assisti a um show muito bom no "very chic, fancy and traditional" Carneggie Hall, onde muito artista bom já se apresentou, como Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Judy Garland e por aí vai. Uma cantora é de Cabo Verde e a outra é de Atenas, não da Grécia, mas uma cidade da Geórgia (estado americano). São elas: Cesária Évora e Madeleine Peyroux. A mocinha georgiana cantou primeiro, depois foi a vez da senhora caboverdeana. Muito legal, mas confesso que esperava mais, principalmente de Madeleine. Simpática, bonita, com uma voz excelente, repertório, idem, ela cantou umas 12 músicas apenas, não interagiu com o público e estava vestida como uma velhinha (um casacão longo e folgado demais). Já Cesária, apesar de também não interagir tanto, parecia mais original, na dela, com aquele olhar de peixe morto, mesmo quase parada no palco e, poucas vezes, falando com alguém na platéia. O momento mais interessante foi quando ela, no seu intervalo, afastou-se do microfone e sentou-se numa cadeira, no palco mesmo, e FUMOU um cigarro (além de beber água). Foi muito engraçado, especialmente porque aqui é proibido fumar em qualquer lugar fechado. Claro que a platéia se acabou de rir. Ela foi ovacionadíssima. O público ficou de pé, reverenciou-a no início e no fim. Já Madeleine, apenas aplaudida discretamente. Ah! O Carnegie Hall é bonito, antigo. O estranho é que o palco não tem cortina. Bem, foi uma ótima noite. Especial!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

"Eu quero uma casa no campo..."

Cemitério e arredores

Casa que fiquei hospedado


Sempre sonhei em ter uma casa de campo/montanha (e de praia também). Bom, no fim de semana passado fui para CATSKILLS MOUNTAINS, a umas 3 horas de NYC. Esse seria um desses lugares maravilhosos que passaria os meus sábados e domingos. Bem acompanhado, claro. Lindo. Tão pacato, calmo e charmoso (nem me venham falar que a Serra de Itabaiana é legal também, por favor). Tem cada casa bonita, rústica e aconchegante. E os restaurantes? Ótimos com comida maravilhosa (muitos com carne de caça). Fui em um chamado “Peekamoose”, cuja comida e ambientação eram perfeitas. Quase tinha um orgasmo no restaurante. Hehehe. Deu vontade de abrir um negócio como aquele e ficar por lá mesmo. Sim, talvez ficasse entediado com o tempo. A casa que fiquei era simples, tipo “cabin” (vejam a foto acima). Muito legal. Vi uma que parecia uma cabana de Daniel Boone (é assim que se escreve? foto acima também). Quem é da minha época, sabe do que estou falando (vixe, tô ficando velho). Maravilhoso! Espero voltar em breve.

Miau, miau...

Acho que essa foi a cena mais interessante que vi aqui em NYC. Um belo dia, na 6a. Avenida, um homem passeava vagarosamente com seu gato preto. Não era no chão não, mas na CABEÇA. Era um gato mesmo, de verdade, vivinho da Silva. Estava muito tranquilo, tal qual seu dono. Todo mundo olhava muito. E sorria, claro. Ainda vi uma mulher pedindo pra tirar foto deles. Se tivesse com a minha câmera, tiraria também. Muito engraçado!

"O mar quando quebra na praia é bonito"

Já tinha visto o mar aqui nos EUA (em Maine, Massachussets, Rhode Island, California, Florida, New Jersey e Maryland), mas nunca tinha curtido a praia, como fazia aí no Brasil. Depois de mais de 2 anos, pela primeira vez, finalmente tomei um banho de sol e de mar em NYC. Pensei até que a praia era feia, mas não é. O mar não é lindo como o de Alagoas ou de Pernambuco, mas a praia (Jones Beach), como um todo, não é feia. Lembrei da Praia do Saco, que é uma praia mais ou menos (se bem que detesto aquele clima família/provinciano dela). Também tenho que frisar que elas não tem a mesma estrutura que as praias do Brasil, como vocês já devem saber. Porém, uma coisa impressionante foi a quantidade de moscas que circulava por lá. Eram tantas, e mesmo com tanto vento, elas não largavam do corpo. Até parecia que tinham dentes, de tão dolorido que foi o contato com elas. Nunca vi moscas como aquelas na minha vida. Outra coisa marcante, já aguardada, mas também desagradável, foi a temperatura da água. Extremamente fria. Pensei que ia ficar o tempo inteiro na areia, mas por causa das moscas assassinas, tive que entrar na água gelada. Entrei, saí, voltei e depois até fiquei um bom tempo lá. Quase congelei. Mas sobrevivi. Well, nada como nossas praias tropicais paradisíacas!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

NYC style 6

Os penteados da galera de pele mais escura, principalmente, é bem interessante (pra não usar outras palavras). Tem umas que botam um creme no cabelo que parece (sorry!) catarro (ou outra coisa). É! Aquilo mesmo. Argh! Fica uma gosma tão pesada. Tudo pra esticar e deixar bem "natural". Muitas usam perucas (ou aplique). Umas usam as cores sem nenhum bom senso. Dia desses vi uma com cabelo metade laranja, metade castanho. Mais engraçado ficou porque ela usava blusa, calça e sapato laranjas e jóias douradas enormes. Nada discreta. Tudo bem combinado. Tão fofa! Só vendo. Gostaria de filmar, mas não dá.

NYC style 5

Outra barba interessante que vi foi de um cara que fez dela 2 tranças. Não eram tão compridas, mas ainda assim, muito engraçado, pois eram tranças!

NYC style 4

Outro dia vi uma senhora (acho que latina) com um cabelo tão estranho. Era avermellhado (sem problemas), ms todo penteado pra cima. Bem alto. Não sei se vocês conseguem visualizar, mas parecia daqueles penteados das mulheres de séculos atrás, que faziam uns coques puxados pra cima, tipo filme Rainha Margot. Até acho que era uma peruca. Uma coisa!

NYC style 3

Essa eu até já citei "en passant". No metrô fiquei cara-a-cara com um homem de uns 50 anos, cabelos grisalhos e muito sério. Ele tinha a MAIS LONGA barba que ja vi na minha vida. Grisalha também, ela quase chegava no umbigo, sem nenhum exagero. Ele era muito estranho e tinha um olhar ameaçador. Acho que era uma boa combinação: barba e olhar. Saravá, meu pai!

NYC style 2

Eu estava na Virgin Mega Store e vi um punk jogando video-game, que tinha cabelos longos, pintados de lilás e rosa. A roupa era toda preta. Interessante!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Williamsburg

Williamsburg fica no Brooklyn, bem perto de Manhattan. É um lugar interessante pra ver e comprar. Para ver gente diferente e comprar roupas também diferentes. Acho que é o lugar de NYC com maior concentração de jovens alternativos, se é que se pode afirmar isso. É muito legal. Acho que em torno de 99% das pessoas que moram e frequentam Billyburg (como o lugar também é conhecido) têm tatuagens. As pessoas, homens ou mulheres, usam de tudo mesmo. A mesma pessoa usar uma roupa dos anos 80 com um penteado dos anos 60 não é problema algum. Se os óculos forem amarelos (e imensos), não fica estranho usar uma blusa laranja de bolinhas verdes, com uma saia de rendas e sapato de "boneca". É uma aula de moda com antropologia e psicologia. Tudo junto. Eu é que sou diferente por lá. É também lugar para comprar roupas e coisas diferentes. Tem um brechó tão legal, enorme, cheio de opções (lembrei de Vivian). De tão grande, as roupas são separadas por cores. Tem também sapatos, objetos de "arte", de decoração, acessórios, etc. Muita coisa legal mesmo. Viciado em camisetas que sou, comprei umas pra mim lá também. É o estilo retrô que está pegando. Claro que também tem muitos restaurantes, bares, cafés, galerias de arte, etc. O epicentro desse "movimento Billyburguense" fica no cruzamento da Bedford Av. e N7th St. e suas imediações (linha L do metrô). Mas Williamsburg é grande e não significa apenas alternativos. Mais ao sul (South Williamsburg) ficam os judeus hassidics (aqueles de cachinhos, chapeu e roupa preta) e ao norte, Greenpoint, um enclave polonês, que como se sabe, em geral, são brancos e católicos.

domingo, 18 de maio de 2008

Não vá de taxi. Vá de metrô!

A rede de metrô de NYC é ótima, como devem saber. Dá pena comparar com São Paulo e Rio. É muito eficiente mesmo. Em todas as estações, há trem circulando 24 horas por dia, os 7 dias da semana e eles vão a quase todos os lugares da cidade, seja ao Bronx, Manhattan, Brooklyn ou Queens (onde moro). Staten Island (uma ilha) tem um trem próprio, da mesma administração do metrô. Mas ainda tem gente que reclama, que diz que os trens não vão a todos os lugares da cidade. Com uma certa dose de exagero, posso até concordar. De qualquer forma, há muitas linhas: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, A, B, C, D, E, F, G, J, L, M, N, Q, R, S, V, W, Z. Para se ter uma idéia, onde moro posso pegar as linhas R, V, N e W. Ou ainda a linha E, depois da meia-noite, porque de madrugada alguns trens não correm. Algumas mudanças ocorrem também quando as linhas estão em obras (ampliação, manutenção, etc.), o que é muito comum. Portanto, andando tarde da noite por NYC ou nos finais de semana, tenham muito mais atenção ao trem que vão pegar. Entretanto, o metrô tem um grave defeito: a sujeira. Quase todas as estações são feias, velhas, sujas, mal cuidadas. Uma parte da estação de Times Square, que é a mais movimentada, acho eu, é terrível: a pintura do teto é cheia de umidade, caindo aos pedaços, as paredes descascam, etc. Só vendo! A explicação que ouvi é que o metrô daqui é muito antigo, daí a má conservação. Que é antigo, isso se sabe, mas uma cidade tão poderosa e rica deveria ter um metrô com melhor aparência, até porque NYC é uma cidade que vive da estética, para o bem e para o mal. Se alguém me perguntasse qual estação de NYC é mais bonita, responderia: nenhuma. Umas ou outras são mais simpáticas, menos feias ou menos sujas, mas no geral, lembram estações rodoviárias do Terceiro Mundo. Aliás, o metrô é uma miscelânia de riqueza e pobreza, de tudo. Apesar de Barry, amigo meu, já ter me dito, acreditem se quiser, que um amigo rico dele NUNCA andou de metrô em NYC, é, de qualquer forma, um sistema de transporte que todos usam, do executivo engravatado da Bolsa de Valores ao imigrante mexicano pobrezinho que limpa o chão dos restaurantes. Aliás, andar de metrô aqui em NYC é uma forma muito interessante de conhecer as culturas do mundo. Como já comentei, encontro de tudo no metrô de NYC. Todo santo dia, nele pode-se ver latinos às pencas, e também chineses, coreanos, filipinos, tailandeses, indianos e paquistaneses, judeus (de roupa toda preta, com quipá na cabeça e cachinhos), africanos em geral, poloneses, russos, franceses, italianos, gregos, árabes, etc. Ou seja, gente do mundo todo. Virginiano curioso que sou, gosto de ficar olhando os jornais e livros que o povo fica lendo, justamente pra decifrar quais línguas eles falam, ou pelo menos, de qual região eles são. No metrô, pode-se fazer quase tudo. As pessoas frequentemente almoçam, jantam, carregam suas bicicletas, lêem (bastante!), puxam suas malas vindo dos aeroportos, etc. E dormem! Frisei dormir porque é impressionante a quantidade de homeless (sem-teto) que fazem do metrô a sua moradia, em especial no inverno. Andar de metrô é também muito barato. Compro o Metrocard de 30 dias, com viagens ILIMITADAS e custa apenas U$ 81. O semanal custa U$ 25. Estava lendo na Folha de SP que andar de metrô e ônibus no Brasil sai muito mais caro, além de ineficiente. É incrível! Um povo pobre como o nosso ainda tem que pagar mais pra se locomover. Um absurdo! O metrô de NYC já foi perigoso nas décadas de 70 e 80. Mas é muito seguro hoje em dia. Com o cartão do metrô, pode-se tomar ônibus também, que, apesar de não ter muitas linhas e não ser tão rápido, é muito mais tranquilo, mais limpo e mais seguro do que no Brasil. Pra resumir, ninguém precisa pegar taxi em NYC (a não ser pra ir ou vir do aeroporto, cheio de malas). Apesar de feio, é fácil, rápido, eficiente e barato.

As cobras estão soltas

Outra cena interessante que presenciei aqui em NYC (em Chelsea) foi um homem que andava com uma cobra enorme enrolada no pescoço, como se fosse um animal de estimação. A calçada estava cheia de gente e ele falava ao celular, acariciando a danada da cobra, tranquilamente. Claro que as pessoas olhavam muito, meio assustadas, meio impressionadas. Eu mesmo fiquei bobo e com certo receio. Tem gente louca nesse mundo mesmo!

As beatas de Dores perdem!

Latinos, em geral, são um povo religioso. Pois é, mas não precisa exagerar. Um dia desses entrei no metrô e sentei bem de frente a uma senhora de aparência visivelmente latina. Ela simplesmente estava rezando o terço. Mexia o terço e a boca sem parar. De vez em quando, ela olhava pro lado, mas continuava a reza. Chegamos numa estação, o trem ficou cheio, mas ela não parou de rezar, mantendo a "concentração". Foi engraçado. Imagino o que passava na cabeça dela. Será que estava mesmo rezando com todo aquele movimento ao redor? As beatas de Dores perdem...

sábado, 17 de maio de 2008

Os tipos da Bakery

Vou falar dos tipos que iam na Bakery que eu trabalhava porque deu uma idéia de quão diferentes são as pessoas, principalmente comparando com nós, brasileiros. Os mais comuns eram:
- Alemães: sisudos e grandes.
- Ingleses: sotaque engraçado e formal. Adorava atendê-los.
- Franceses: tão discretos, meu Deus! Conversavam pouco, sempre mais baixo e contido.
- Italianos: os mais fashion, os mais bem vestidos e mais alegres que os outros.
- Indianos: nem sei o que dizer, mas o pessoal que trabalhava lá dizia que eles não cheiravam muito bem. Olha só, que preconceito! Não posso confirmar! E ainda que pudesse, não o faria.
- Latinos, em geral: conversadores, falando alto.
- Orientais: apressados, como citado em outro post. Fiz um post so pra eles porque essa característica foi muito marcante pra mim. Eu que sou um exemplo de bom atendimento ao público (hahaha), consegui ficar impaciente com eles.
- Brasileiros: falantes, cheios de amor pra dar. Hahaha. Alguns achavam que éramos escravos (um problema de séculos atrás, que se reflete até hoje na nossa sociedade exploradora) e não eram muito simpaticos. Mas a maioria era simpática sim, "entrona", paqueradora, meio cara-de-pau... Bem brasileiro!!!!!
- Novaiorquinos: meio distantes e apressados, mas extremamente educados. Tem um post só pra eles.
- Americanos, em geral: aqueles vindo do Alabama ou Oklahoma. Eram muito mal vestidos e mal penteados. Uns usavam umas camisas florais, como se estivessem na praia. Camiseta ou camisa de botao por dentro da calça ("santropeito"), com um cinto de couro preto e tênis todo branco. Eles adoram! Umas usavam umas franjas "lindas". Outras davam uma escova "perfeita". Como diz uma amiga minha que está lendo esse blog, parecia uma onça. Uma cafonice danada. E os comentários sobre os doces, sobremesas? "Wow, this is amazing". Sim, são sobremesas muito bonitas (além de saborosas), mas não pra enlouquecer no meio de uma doceria. Os comentários eram um pouco exagerados. Mas também pudera. Só conhecem Big Mac, nunca saíram daquele mundinho provinciano e conservador do meio-oeste americano. Vou querer o quê?

Os apressados

Quando eu trabalhava na Bruno's Bakery, eu atendia a todos os tipos de gente: os novaiorquinos; os americanos não-novaiorquinos; os turistas europeus (ingleses, franceses, italianos, alemães e por aí vai); os indianos; os latinos; os brasileiros e muito mais. Mas uma coisa que me chamou atenção foi a pressa dos asiáticos (eles de novo!). Não me interpretem mal, mas eles eram de uma pressa sem tamanho. Mal sentavam, já levantavam a mão, pedindo pra serem atendidos. Mal acabavam de comer, já levantavam a mão pedindo a conta. E nós, sempre trabalhando, sempre ocupados, atendendo outras pessoas. E mais! Aqui, o cliente não precisa fazer isso (levantar a mão) porque o atendimento é muito rápido (uma coisa bem americana que falarei em outro post). Antes de acabar de comer, a conta já chega na mesa. Sempre! Chega a ser desagradável. Portanto, não há motivo pra tanta pressa desses orientais. O pessoal que trabalhava nessa Bakery há muito tempo me dizia que eles eram muito apressados, chatinhos. Eu não queria generalizar, não queria aceitar aqueles pre-conceitos, até porque eles são exemplos de serenidade, calma, meditam muito, etc. Mas aos poucos, depois de várias vezes ter presenciado aquela tipo de comportamento, sem querer admitir, fui percebendo que meus colegas tinham alguma razão. Porém, nunca consegui entender o porquê. Falei que eles eram orientais. Bem, uns falavam inglês perfeito, mas a maioria tinha um sotaque carregado.

Vamos limpar...?

Essa é meio nojenta, mas tenho que contar. Não é sobre os animais e a sujeira da cidade não. Como já falei antes, a cidade não é das mais limpas. Tem muito rato, barata e muito lixo (devidamente recolhido). Mas vou falar sobre outra limpeza que deve ser feita por nós, seres humanos, escondidos dos outros. Deixando de blá-blá-blá, eu estava no metrô (de novo) e vi uma senhora asiática limpando o seu nariz placidamente, enquanto eu, na sua frente, assistia a tudo. Incrédulo! Não que eu nunca tenha visto isso na rua, mas ela exagerou. Ela não parava com aquele movimento do dedo. Eu olhava pra ela, mas ela continuava a "limpeza". Depois eu que fiquei constrangido e com NOJO, claro, e parei de olhá-la diretamente. Foi demorado pra valer! Argh! O pior. A segunda e a terceira pessoas que vi fazendo a mesma coisa na rua eram orientais também. Não quero ser preconceituoso, mas foi muita coincidência. Lembrei daqueles boatos de que encontraram carne de gato e de outros animais no lixo em um restaurante chinês em Aracaju. Resultado: parei de ir a restaurante chinês.

NYC style 1

Um certo dia vi um homem de pele mais escura que tinha cabelo pixaim, bem curto, quase todo raspado, exceto pela frente que subiam 2 antenas (ou 2 chifres, como quiserem), fazendo estilo "marciano" afro-americano. Hahaha. Tinha quase um palmo de altura. Ele estava no metrô. Na frente dele, havia um casal de idosos que olharam pra ele, mas não fizeram comentários um com o outro, nem cara feia. Claro que devem ter achado estranho, mas apenas olharam e viraram o rosto. Assim é NYC.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Midtown

Nao sou guia turistico, como voces sabem, mas acho que eh legal dar umas dicas sobre a cidade de uma forma geral. Sei tambem que muitos de vocês já conhecem NYC e não precisam dessas dicas. Ou mesmo aqueles que ainda não vieram já sabem disso. Mesmo assim, vou falar sobre a muito turística Midtown. Bem, o blog eh meu, portanto escrevo o que quero e só eu decido o que vou escrever. Right? O comentarios ficam para voces.
Pois bem, Midtown está localizada entre a 14th St. e a 59th St. Essa é a parte da cidade que NYC é mais NYC. Falo isso porque alguns dos principais símbolos e marcos de NYC encontram-se por lá. É a NYC dos arranha-céus, das compras, do consumismo, da fantasia. Entretanto, não significa que é a melhor. Aliás, tem áreas que nem gosto muito. Vou citar alguns lugares, que na minha opinião, devem ser visitados, a depender do interesse e do tempo de cada um. São eles:
- Times Square. Extremamente movimentada e barulhenta, com pencas de turistas do mundo inteiro enchendo o saco dos novaiorquinos (eu? talvez, pois já não sou mais turista. hahaha). É aqui que ficam os famosos teatros da Broadway. Só uma observação: a Broadway é uma avenida que corta Manhattan de cabo a rabo, de norte a sul. Portanto, vocês podem ver endereços com a Broadway ou West Broadway, mas não se tratando dos teatros dos musicais. É também aqui que acontece o famigerado Reveillon. Um saco! Perda de tempo total. Falo sobre isso em outro post.
- Empire State Building (34th St/5th Av.). O mais alto e mais famoso prédio de NYC. Sem mais comentários!
- Rockefeller Center (47-50th St./5th Av.). Claro que todos querem subir até o topo do Empire State para ter uma visão de cima de NYC (olha uma dica boa), mas é no Rockefeller que, sem dúvida alguma, tem-se a melhor visão da cidade, pois fica mais no meio de Manhattan e dá pra ver e tirar foto do próprio Empire State. Perfeito!
- Nações Unidas (46th St./1st Av.). Apesar de eu ter achado a Assembléia Geral e o Conselho de Segurança muito pequenos pra magnitude e importância desse órgão, vale a pena visitá-lo, com certeza;
- MoMA (Museum of Modern Art). Fica na 53th St./5th Av. "A Noite Estrelada" de Van Gogh e "Senhoritas de Avignon" de Picasso estão expostos. Ótimo museu. Fui lá 3 vezes.
- Bryant Park (42nd St./5th Av). É onde fica a New York Public Library e uma pista de patinação, que pelo que já vi e ouvi, é mais tranquila que a do Central Park.
- Flatiron Building (23rd St./Broadway). É um prédio triangular antigo muito legal.
- Macy's (34th St./Broadway). A meca das compras é considerada a maior loja do mundo. Vende quase tudo e de todas as marcas famosas.
- Gramercy Park (21st St./Park Av.). Praça bonita, chique. E lacrada! Só os moradores podem entrar, pois só eles têm as chaves dos portões. Pode? Nós, mortais, podemos andar pela calçada. As mansões ao redor são bem bonitas. Soube que Julia Roberts mora lá.
- Madison Square Garden (8th Av./32th St.). Somente para os fissurados por esportes. É lá que os times de basquete, New York Knicks, e o de hóquei, New York Rangers, jogam. Também tem grandes shows, como os de Madonna.
- Carnegie Hall (57th St./7th Av.). Famosa e antiga casa de shows.
- Grand Central Terminal (42nd St./Park Av.). Interessantíssima central de trens. A abóbada central é bem bonita. Já vi vários filmes rodados lá. Ainda há outra estação em NYC, mas nada digna de visita. É a Penn Station. Só a citei para que vocês não se confundam se precisarem usar o trem ao sair da cidade.
- Catedral de Saint Patrick (5th Av./48th St.). De estilo neogótico, é a sede da Igreja Católica na cidade.
- Waldorf Astoria Hotel (Park Av.). Por fora, nada interessante, mas por dentro é tão bonito! Percorri alguns salões dele. Caríssimo. Tradicional. Antigo. Cole Porter morou lá.
- Chrysler Building (Lexington Av./42nd. St.). Deixei esse por último porque ele é o prédio alto que mais gosto em NYC. Nem sei se é interessante por dentro, mas o adoro por causa da torre em aço inoxidável, que aparenta meio que um foguete. O estilo é o art-déco e apesar de ser modernoso, ele não é novo. Foi construído em 1929 para celebrar um marco da modernidade da época: o automóvel.

Soho

Como vocês já devem saber, o Soho (ou SOuth of HOuston Street) também é um bairro bem interessante. Daí ele ser o segundo lugar de NYC a ser comentado. Assim como o Village, o Soho fica em Downtown e pelo que já ouvi e li, já foi muito melhor, antes da invasão de lojas e de hordas de turistas. Ou seja, hoje em dia é um lugar bem comercial e turístico. Armani, Prada, Apple, Mont Blanc, Bulberry e muitas grifes famosas se instalaram por lá nos últimos anos. Mas antes dessa invasão, eram armazéns e fábricas que ficavam nessa região. Com o passar do tempo, estas instalações comerciais e industriais começaram a sair do Soho e ir para espaços maiores nos subúrbios de New York ou New Jersey. Daí, os artistas, ávidos por apartamentos grandes e baratos (muitos lofts), foram chegando. Com eles, gente alternativa, em geral, galerias de arte também. Depois, gente da moda e rica. Resultado: lojas caras e galerias de arte já não alternativas aportaram no Soho. E os artistas pioneiros? Saíram, claro, pois o Soho tornou-se um lugar muito caro. Portanto, é um lugar bom pra fazer compras. É como um shopping a céu aberto e na maioria das vezes, coisas caras. Mesmo assim, o Soho conserva diversas pérolas arquitetônicas, daí valer a pena ser visitado. É a chamada arquitetura de ferro fundido (Cast Iron). Os prédios têm aquelas escadas de ferro bem típicas, que nós vemos nos filmes. É muito legal. Tem cada prédio lindo! Sempre olhem pra cima. Caso contrário, vocês vão perder muita coisa. O ator australiano Heath Ledger, que morreu recentemente, morava lá. Fui com minha amiga Lana ver o prédio que ele morava. Olha o programa de índio que fiz (com todo respeito aos índios).

quarta-feira, 7 de maio de 2008

I love NYC

Na minha opinião, NYC é formidável por vários motivos, mas três deles são mais importantes.

1. Diversidade. NYC é realmente cosmopolita, diversa. Esqueçam Londres e Paris. Elas podem chegar perto, mas nenhuma é como NYC. Isso é motivo pra adorar a cidade? Pode não ser para alguns de vocês, mas é pra mim. Sou brasileiro, com MUITO orgulho, mas morar numa cidade, ainda que só por um tempo, que tem gente de todo tipo, de todas as culturas, é demais. E é realmente assim. TODOS os dias encontro gente lendo jornal em diversas línguas na rua. Um dia desses, enquanto pegava o metrô, um cara na minha frente lia um jornal em russo (sim, consegui entender que aquilo era russo), um outro do lado dele lia uma revista em espanhol, enquanto que do lado deles, havia uma mulher indiana lendo em hindi. Nesse caso, nao entendo aquela língua, mas saquei que era hindi por causa do traje que ela usava. E, claro, americanos, como um outro cara que lia The Economist do lado daqueles. Basta vocês andarem pelas ruas de Manhattan ou Queens ou Brooklyn ou pegar um trem que vão ver essa diversidade louca e interessante. Pegar um metrô da linha E ou 7 é quase como uma viagem pelos continentes. É como viajar de NYC pra Pequim, com escalas na Cidade do México, Nairobi, Berlim, Cairo, Jerusalém, Mumbai, Tonga (sim, porque aqui tem muita gente gorda) e Vladivostok (fui longe, hein?). E pelo fato de ser tão cosmopolita, aqui pode-se encontrar de tudo. Restaurante etíope ou de comida típica do Himalaia, vocês vão encontrar aqui. Lojinha só de artigos militares pra civis como nós, ou de ferros antigos de passar, ou de peças de xadrez (o jogo), vocês vão encontrar aqui também. Pense em qualquer coisa, que ela vai estar aqui, provavelmente.

2. Respeito. Não importa ser preto ou branco, baixo ou alto, gordo ou magro, judeu ou cristão, gay ou hetero. Vocês podem colocar uma planta na cabeça como chapéu, usar um sapato rosa com camisa laranja, ter uma barba imensa chegando no umbigo (isso eu vi mesmo), que as pessoas vao apenas olhar pra vocês. E pronto! Nenhum comentário! Um certo dia, na Union Square, estava aguardando o sinal de pedestres abrir pra eu poder atravessar a rua. Na minha frente, na outra calçada, havia um casal de punks. Ele de cabelo amarelo fogueado, roupa preta e sapato amarelo. A companheira dele tinha cabelos ainda mais loucos cor de rosa, com roupa também louca e ainda uma bota bem alta, com um salto plataforma de uns 20cm. E do lado deles, duas mulheres muçulmanas cobertas até a alma. Só os olhinhos estavam de fora. Tive tempo pra "curtir" aquele momento porque o sinal era demorado (tráfego intenso). Eu olhei e sorri, até porque as mulheres deram uma olhada bem rápida pro casal e pareciam desconcertadas. Foi engraçado. E o cara que sempre vejo que tem todo (eu disse todo) rosto tatuado. Testa, bochechas, tudo. Uma figura como essa não trabalha em qualquer lugar, claro. Nesse caso, ele próprio é um tatuador. Cenas e pessoas como essas são relativamente fáceis de encontrar em NYC. Nao é exagero não. Os cabelos podem ser propositalmente desarrumados, as roupas propositalmente descombinadas (em cores e estilo) e os comportamentos estranhos, mas ninguém se incomoda com a vida dos outros. Deve, sim, existir algum preconceito, mas tudo é muito discreto.

3. Segurança. Mesmo sendo uma cidade grande, NYC é muito segura, totalmente diferente de São Paulo ou Rio. Canso de chegar em casa, andando 3 quarteirões do metrô, às 4 da manhã sem nenhum problema. Saio com carteira, dinheiro, mochila, até máquina fotográfica. Nunca passei por aperto, nunca vi nada de perigoso. Claro que isso aqui não é Oslo ou Zurique. O Bronx ou setores de Queens ou do Brooklyn podem não ser tão seguros. Não é um lugar perfeito, com certeza. Na realidade, quase todos os dias, ouço ou leio sobre algum assassinato que ocorreu na cidade. Mas venhamos e convenhamos! NYC é uma cidade de 8 milhões de habitantes (a região metropolitana, considerando cidades de New Jersey, tem quase 19 milhões), com gente de todo mundo, indo e vindo. É impossível não acontecer tragédias. É como carnaval em Salvador, onde é impossível não ter briga naquela multidão louca por diversão (e eu lá!).

NYC é fascinante mesmo...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Village

Em outros posts, vou falar de alguns lugares de NYC que mais gosto e/ou que mais conheço. Uns mais, outros menos. Porém, o Village merece maior atenção e vai ser o primeiro. Para mim, ele não tem concorrentes.
O Village (tb chamado Greenwich Village ou West Village), fica em Manhattan (claro), na região chamada Downtown. É um bairro charmoso, com muitas ruas calmas, outras nem tanto (estamos em NYC, não se esqueçam). Muitas delas são bem arborizadas, com casas lindas. Elas são chamadas de "townhouses". São estreitas e tem uns 3 andares, normalmente, e ainda o porão. São bem antigas e caríssimas (como toda moradia em NYC). É no Village que Gisele Bündchen, Gwyneth Paltrow, Liv Tyler, Richard Gere, Sarah Jessica Parker e Matthew Broderick, Rob Lowe e muito mais gente mora. Bom, se tanta gente interessante mora no Village, há um bom motivo. É porque realmente é um lugar bonito, agradável, charmoso. Sim, bem charmoso. Como dica (nao sou guia turístico, mas posso dar dicas de turismo), andem pelas ruas Charles, ou Perry, ou West 11th, ou Bedford, ou Commerce. São lindas. Algumas poucas ruas não são asfaltadas e preservam o calçamento original. Ah! E os restaurantes! Tem uns tão legais, bem pequenos (como quase todos em NYC), mas bem charmosos. Tem um chamado Saint Ambroeus (West 4th St.) que é muito bom. Como um cliente da bakery que trabalhei me falou, só vão famosos, como Jake Gylenhall, Will Smith, etc. Só me atrevi a tomar um chocolate quente lá. Jantar, nem pensar! Um outro lugar legal, famoso por ter tido cenas de Sex and The City, é a Magnolia Bakery (Bleecker St.). As filas são enormes e o lugar é minúsculo. Parece com uma lanchonete dos anos 50. Aliás, a intenção é essa mesmo. As cupcakes são bem populares, mas acho que são iguais às de outros lugares. O que gosto mesmo é o Banana Pudding. Yummy! Creio e espero que isso não vai acontecer (so comi lá pq fui convidado), mas se bater um banzo de comida brasileira, há um bom, pequeno e charmoso restaurante, chamado Casa (Commerce St.). Tem uma moqueca de frutos do mar bem decente. Segundo Sandro, um amigo italiano (mesmo), um excelente e autêntico restaurante de comida italiana é o Da Silvano (6th Av.), que nunca fui, mas Madonna costuma ir. Ainda tem o Pitti, do seu lado. Ambos, sempre lotados. Se quiser ver famosos (li na Time Out), tem o Waverly Inn, que nunca fui tb, num prédio muito antigo (e acho que tombado), onde De Niro e muitos outros frequentam. Bem caro! Ainda tem muitos outros que já fui, tais quais o Cafe Clunny (francês), um de comida escandinava (esqueci do nome), o Brusselles (de comida belga, claro), o Focaccia (italiano), o Agave (mexicano), o Alfama (português) que são ótimos tb. Tem uma excelente loja de queijos e outras iguarias. Fico maluco com os produtos. É a Murray's. E muito, muito mais! Como devem imaginar, o Village é bem boêmio. Há zilhões de bares e pubs de todos os tipos em todos os cantos do bairro, mas principalmente na Bleecker St., Mac Dougal St. e imediações. Ah! Os clubes de jazz! O bom jazz de NYC vc vai ouvir em algum lugar no Village, tal qual o Village Vanguard (7th Av.), onde Miles Davis e outros jazzistas tocaram. É um clássico. Lugar imperdível pros amantes desse tipo de música. Há ainda o Blue Note (West 3rd St.), bem tradicional, onde Sarah Vaughan cantava e Gal e Milton (esse eu vi) já se apresentaram. Foi no Luke & Leroy que Madonna (ela está em todas) se esbaldou de dançar no ano passado. O movimento gay mundial começou por lá, na Christopher St., rua cheia de sex-shops atualmente. A famosa Parsons School of Design, onde Donna Karan e Calvin Klein estudaram, tb fica no Village. Muitos intelectuais moram ou moraram no Village. A imensa (e espalhada) NYU - New York University, fica lá tb. Ernest Hemingway costumava tomar porres num bar na Bedford St. Bob Dylan e Paul Simon, no começo de suas carreiras, tocavam em bares da Bleecker St. A casa mais estreita de NYC fica na Commerce St. Ah! Quase esqueço. Foi no Village tb que trabalhei por 1 ano, na Bruno's Bakery (Bleecker St.).
Como podem ver, o Village é um lugar cheio de história, cultura e diversão. Imperdível!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

"Viajar é fatal para preconceitos, para o fanatismo e para as mentes estreitas"

Como falei, este não será um diário, nem guia de turismo ou tese de nada. E estou começando meio tarde, é bem verdade. Mas antes tarde do que nunca. Não sou jornalista, sociólogo, filósofo, antropólogo ou guia. Escrevi o que achei mais interessante, obedecendo apenas a minha lógica (será que existe uma?), o que foi passando pela minha cabeça, sem nenhum objetivo definido, sem ordem cronológica. Com certeza, alguns não vão concordar com algumas coisas que escrevo aqui. Outros podem achar que é besteira. Mas não criei este blog para ter unanimidade. São apenas meus comentários, sobre minhas experiências, vivências em NYC. Vou postar o que já foi escrito antes e o que vou escrever daqui por diante, ainda que eu volte ao Brasil em poucos meses.
Pois bem, o título desse post é uma frase de Mark Twain e reflete muito do que penso sobre viajar. E viver, claro. Viajar é viver com mais sabor. É dar um "plus" na vida. Pra mim, é quase tão essencial quanto respirar. Com uma certa dose de exagero, morar em NYC é como viajar pelo mundo. Aqui posso conhecer todas as culturas de todos os povos, com todos os cheiros, sabores e cores de cada uma, ainda que superficialmente. Claro que não existe nada igual a passar 1 ano na Toscana, por exemplo, e devorar todas as massas e vinhos daquele lugar maravilhoso. Ate parece que ja fui la, nao eh? Nao! Cheguei perto, mas nunca estive lá. Hahaha. Também não visitei a Índia, mas sei que conhecer a cultura, religião, hábitos daquele povo tem que ser "in loco". Mas já que não posso viajar como gostaria, resolvi passar essa temporada em NYC. Não tive nenhum grave problema e também nem tudo saiu perfeito. Nao me arrependo de nada do que fiz. Aliás, só me arrependo de uma coisa: de não ter vindo bem antes. Na realidade, se pudesse, moraria aqui por mais uns 10 anos. A decisão de deixar o conforto de casa, o amor da família, um emprego seguro (ainda que temporariamente), os grandes amigos não foi nada fácil. Aqui estou eu, às vezes sozinho, às vezes bem acompanhado, às vezes gargalhando, às vezes chorando, mas estou FELIZ. Isso é o que importa!