segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Salu

Em New Orleans, ontem fui a um "bar de tapas", chamado SALU, na Magazine Street. De entrada, tomei uma sopa picante de caranguejo (Spicy Crab Bisque). Excelente! Alias, em NO tem uns restaurantes que servem gostosos "bisques", seja de crab ou de lobster (lagosta). Depois comi um skirtsteak (algo similar a nossa fraldinha) com molho de cogumelos e umas folhinhas de agriao por cima, para decorar. Uma maravilha! Nao gosto muito, mas resolvi experimentar um "popsicle" (pirulito) de carne de carneiro. Excelente tambem. Para sair um pouco do estilo da comida de NO, vale a pena conferir esse restaurante de tapas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O terceiro mandato de Bloomberg

Ontem, o milionário Michael Bloomberg foi eleito prefeito de NYC. Com apenas 51% dos votos, ele quase perdia uma eleição certa, segundo os analistas e as pesquisas com uma grande margem de diferença. Ele gastou os tubos de dinheiro para conseguir se eleger contra o candidato democrata (que teve um apoio morno de Obama). Mas o mais interessante é que esse é o TERCEIRO mandato seguido dele como prefeito da cidade. Detalhe: no ano passado, ele e seus correligionários mudaram a lei que, antes, não permitia um terceiro mandato. Ou seja, ele mudou as regras do jogo enquanto jogava, exatamente o que FHC fez, quando ainda no meio do seu primeiro mandato, ele e seus asseclas tucanos e demos brasileiros mudaram a constituição e permitiu que ele mesmo pudesse ser candidato a re-eleição. Mas voltando ao caso Bloomberg. Imaginem se Lula quisesse fazer a mesma coisa! A imprensa brasileira (conhecida na blogosfera como PIG - Partido da Imprensa Golpista) ia "cair de pau", dizendo que Lula era um ditador, tal qual Chavez e Fidel. Interessante notar que esse tal do PIG não faz comentários maldosos e caluniosos sobre o Michael "Ditador Aquele Que Mudou as Regras do Jogo" Bloomberg. Claro que eles também não falam mal de FHC, José Serra, Aécio e Cia. Muito pelo contrário.

sábado, 31 de outubro de 2009

Meu Brasil brasileiro...

Fui ao Brasil recentemente e quando voltei a NYC percebi como havia mudado (um pouco) o jeito que vejo o meu país. Sempre fui um pouco crítico em relacão a tudo e a todos e isso me fez ver o mundo de uma forma mais realista, eu acho. Sempre vi o Brasil com bons olhos e continuo sendo muito orgulhoso de ser brasileiro. Mas dessa vez, percebi que algumas coisas me inocomodavam mais que antes. Assim como outras me passaram uma mensagem mais positiva. Vou começar pela parte chata.
Ao chegar em Salvador, fiquei assustado ao ver todas aquelas favelas. Não tive medo de ser assaltado não, mas é que eu tinha me desacostumado de ver aquela miséria. E não é que eu não vejo pobreza aqui em NYC. De forma alguma. Tem muito sem-teto e até gente catando lixo nas esquinas da cidade. E é claro que eu sei o que é pobreza, pois sempre a vi de muito perto, seja a da cidade ou a do campo. Também não sou nenhum alienado. Mas dessa vez, eu tive uma sensação diferente. Achei tudo aquilo meio triste, pesado e até deprimente. Como é que chegamos àquela situação? Não estou falando especificamente das pessoas que moram naquelas áreas, dignas e merecedoras de todo respeito. Sei também que são felizes, mesmo com tantos problemas. Mas fiquei pensando na falta de perspectiva, na carência de coisas simples, como dinheiro para levar a família para passear na praia, por exemplo. Qual será o futuro daquelas pessoas? Realmente, nossas elites são perversas, desumanas.
Outra coisa que me chocou foi o trânsito. Que loucura! Eu realmente estava desacostumado com aquilo. Os motoristas dirigem sem nenhum cuidado. Guiam muito rápido em vias mais lentas, aproximam-se muito dos carros à frente, fazem ultrapassagens perigosas., não respeitam os outros carros e muito menos os pedestres. Só não é pior porque tem muitos radares nas ruas e sinais de trânsito e, assim, podem levar multas altas caso infrinjam a lei.
O lado bom foi chegar a constatação, mais uma vez, que nós, brasileiros, somos um povo especial. Somos mais felizes, amigáveis, solidários, entusiasmados, festeiros que qualquer outro povo. Nada como a energia e a alegria do povo brasileiro...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Os famosos de NOLA

Apenas a título de curiosidade, acho interessante dizer que em New Orleans vários famosos nasceram, moraram ou apenas passaram uma temporada. Por ter sido (e continuar sendo) uma cidade aberta, diversa, misturada, com influência de diversos povos, NOLA acabou atraindo todo tipo de gente e, em especial, artistas.

Alguns famosos são:

- Louis Armstrong. Considerado o pai do jazz, o cantor e trompetista nasceu e morou por grande parte de sua vida em NOLA, apresentando seu talento nos bares e clubes da cidade. Acabou morrendo ao lado de sua quarta esposa em Queens, New York, onde também foi enterrado. O aeroporto internacional de NOLA leva o seu nome.

- Tennessee Williams. O grande escritor nasceu no estado do Mississippi, mas passou boa temporada no French Quarter de NOLA. Ele considerava a cidade como seu lar espiritual. Alguns dos seus mais famosos livros, como "A Streetcar Named Desire" (Um Bonde Chamado Desejo) e "Vieux Carré", foram escritos em NOLA, entre as décadas de 30 e 40. Acabou morrendo em New York engasgado com a tampa do seu colírio. A Desire Street já não tem o bondinho que antes circulava.

- Lillian Hellman. A escritora judia do livro "Pentimento", que foi transformado no filme "'Julia", vencedor de Oscars em 1977, nasceu e passou parte da infância em NOLA. Foi casada com o também escritor Dashiel Hammet ("O Falcão Maltês").

- Truman Capote. Famoso escritor, criador do romance "Breakfast at Tiffany's" (Bonequinha de Luxo), nasceu e morou por alguns anos em NOLA.

- Edgar Degas. Por 6 meses, esse famoso pintor francês passou uma temporada em NOLA, quando ele pintou famoso quadros.

- Anne Rice. A criadora de "Entrevista com Vampiro" e de outros livros com temática vampira nasceu e morou em NOLA, num bairro de casas lindas, chamado Garden District. A casa que ela morou até um dia desses é espetacular.

sábado, 14 de março de 2009

A noite de NOLA

Apesar de New Orleans não ser uma cidade grande, a vida noturna é ótima, animadíssima. Tem diversão certa para todos os gostos e bolsos, em qualquer parte da cidade.
Vale a pena comentar:
- Bourbon Street é a rua mais famosa de NOLA e onde a noite "pega fogo". Está localizada no French Quarter (Bairro Francês). Tem muitos restaurantes, vários de qualidade duvidosa, pois são bem direcionados pra turista. Há bares de todos os tipos, inclusive alguns de strip-tease, coisa que não se encontra facilmente nos EUA. Tem muitas lojas de souvenir abertas a noite também. Muitos turistas e nativos passeando pra lá e pra cá. À noite, essa rua é fechada ao trânsito. Mesmo sendo extremamente comercial, não dá para não visitar a Bourbon Street, principalmente ao anoitecer.
- "Hurricane" (furacão) é a bebida típica de NOLA, feita de rum, maracujá e outros sucos.
- Muitos bares de NOLA abrem todos os dias e por 24 horas. Outros simplesmente abrem cedo e fecham muito tarde. É o paraíso pra quem gosta de uma "caninha".
- NOLA é a única cidade americana onde as pessoas podem tomar bebidas alcóolicas nas ruas. Em recipientes plásticos, por segurança. No restante do país, só é permitido beber em lugares fechados. Por isso que se vê muita gente, seja turista ou nativo, caminhando pelas ruas segurando um copinho de cerveja ou de outras bebidas.
- Porque esse ritmo nasceu em NOLA, é interessante ir a um bar que toque um bom jazz.
- Os frequentadores da noite de NOLA são bem diversificados. Seja mauricinho ou alternativo, branco ou negro, tem espaço para todos.
- Outra área com boa vida noturna é a Frenchmen Street, no bairro de Faubourg-Marigny, próximo ao French Quarter. Não muito turística, a galera é mais alternativa e bem diferente. Lembra um pouco o público do East Village (NYC). Tem bares animados que tocam música ao vivo e bons restaurantes, como Marigny Brasserie, de comida francesa, onde no brunch de domingo 3 mulheres cantam músicas americanas da década de 20, 30, 40, sei lá. Bem interessante. Outro bom lugar pra comer é o Adolfo's (massas e peixes ótimos).
- Outra parte da cidade que tem uma vida noturna interessante é a Magazine Street, em Uptown/Garden District. A rua é grande e os bares e restaurantes são espalhados ao longo dela. Aqui vale a pena comentar uma doceria/sorveteria chamada Sucré. Os doces são lindos e deliciosos.
- A Saint Charles Avenue também tem alguns lugares legais para ir à noite, como pubs e restaurantes bons como o Houston's, que tem uma boa carne, e o Melting Pot, lugar pra comer "fondue".

Mais sobre a cozinha de NOLA

Vou adicionar alguns pratos/comida populares, que são quase exclusivos de NOLA, mas que acabei esquecendo de informar no post anterior. São eles:
- Beignet: Lembra o nosso "sonho" de padaria, só que com bastante açúcar por cima. Um lugar famosíssimo (e barato) que serve beignets é o Cafe du Monde, na praça principal do centro de NOLA. Nos fins de semana, as filas são enormes.
- Muffuletta: sanduíche de salame, presunto, queijo (normalmente provolone) e salada (creme) de azeitona (com cebola, alho e azeite de oliva). Influência italiana. Delícia!
- Po'boy: nada mais que um sanduíche de presunto, rosbife, camarão ou ostra (frita). É servido num pão parecido com o francês.
- Ostras: tem muita ostra nos arredores de NOLA. Come-se crua, grelhada ou frita.
- Shrimp and Grits: creme de camarão por cima de uma coisa parecida com angu. Não sei explicar direito, mas que é uma maravilha, disso não tenho dúvida.
- Banana Foster: sobremesa de banana com açúcar mascavo flambado no rum, normalmente servida com sorvete. Uma beleza!
- King Cake: um bolo normal, mas interessante porque dentro da massa são colocados uns bonequinhos, que lembram o Menino Jesus. Aqueles que pegarem suas fatias com ele, têm que fazer o bolo e servir a outras pessoas no ano seguinte. Servido principalmente no Dia de Santos Reis e durante o Mardi Gras (antes da quaresma).
- Praline: doce (em barras) de açúcar com pecan (não sei a tradução desse tipo de noz).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A cozinha de NOLA

A comida típica de NOLA é "yummy" (saborosa, gostosa) e diversificada. É muitas vezes apimentada. Eu como tanto, vou a tantos restaurantes legais, que até já engordei. Pelo que eu vi e ouvi falar, é totalmente diferente do resto do país e tem o traço dos mais diferentes grupos étnicos, raciais que passaram ou ficaram em NOLA. Pode ser "creole", de certa influência africana, ou "cajun", de influência francesa. Tem muita coisa parecida com a comida afro-brasileira. Os frutos do mar, ou melhor, do pântano, são o principal ingrediente. Não vou passar as receitas desses pratos porque, claro, não sou chef e nem mesmo sei cozinhar. Os principais são:
- Gumbo: deliciosa sopa de camarão, quiabo e arroz. A depender da vontade e da origem do cozinheiro, pode-se adicionar frango e/ou caranguejo. Por causa dos ingredientes, não tanto pelo sabor, lembra caruru (que eu adoro).
- Shrimp Creole: tipo um creme/molho de camarão apimentado servido com arroz. Bom demais!
- Crawfish Etoufée: creme picante de crawfish (lagosta bem pequenininha encontrada nos pântanos ao redor de NOLA). Lembra o nosso bobó de camarão. Delícia!
- Shrimp Remoulade: meio que uma maionese de camarão. Normalmente vem como acompanhamento de salada ou para passar numa torrada, por exemplo.
- Lobster (ou crawfish) Bisque: deliciosa sopa cremosa de lagosta (ou de crawfish, citado acima).
- Crab Cake: torta salgada de caranguejo que, muitas vezes, vem sobre o camarão.
- Jambalaya: arroz meio picante (parente distante da "paella") com linguiça e frango. Delícia!
- Fried Catfish: peixe comum na região frito, acompanhado de batatas fritas.
- Fried Chicken: nada mais que frango frito, mas com um toque sulista (tem um tempero ou uma forma diferente de preparar).
E por aí vai. Como vocês perceberam pelos nomes dos pratos, há forte influência francesa na comida de NOLA. Seja creole ou cajun, é uma maravilha!